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Massacre de Eldorado dos Carajás: 10 anos de mortes e impunidade

Número: 
3
Abr
2006

O MST realizou uma série de ações no Dia Internacional da Luta Camponesa da Via Campesina, com atos, manifestações, marchas, vigílias e sessões solenes em 13 estados do país, em memória aos 19 trabalhadores assassinados 10 anos atrás pela PM (Polícia Militar) do estado do Pará, que ficou conhecido como Massacre Eldorado de Carajás. Até o final da semana, mais atividades devem acontecer em outros estados.

O massacre é um caso exemplar da impunidade uma vez que, depois de uma década, permanecem soltos os 155 policiais participantes da operação. Dos 144 incriminados, os dois únicos condenados - o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira - estão em liberdade. Os responsáveis políticos, o governador Gabriel e o secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, não foram indiciados.

“O MST acredita que apenas uma Reforma Agrária integral e genuína, que desconcentre a propriedade da terra e resolva os problemas dos pobres no campo, vai acabar com a violência das áreas rurais. Nesse sentido, exigimos do governo federal o assentamento das mais de 150 mil famílias acampadas nas beiras de estrada”, diz nota da coordenação nacional do MST, divulgada nesta segunda-feira.

Nesse sentido, as ações do MST apresentam três eixos: relembram o Massacre de Eldorado de Carajás, exigem a aceleração do processo Reforma Agrária (com o assentamento das 150 mil famílias Sem Terra acampadas e a atualização dos índices de produtividades), e combatem o modelo do agronegócio.

Nas regiões norte e nordeste, famílias Sem Terra fizeram vigílias em Rondônia, ocupação na Bahia, manifestações na Paraíba e em Alagoas. No Pará, aconteceu um ato ecumênico e um ato político no mesmo local e hora onde aconteceu o massacre. Em Pernambuco, cinco estradas foram fechadas e foram reivindicadas as cestas básicas atrasadas por quatro meses.

No sudeste, foi realizado um protesto em defesa dos direitos humanos no centro de São Paulo, um ato em repúdio a impunidade, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro e duas ocupações de terra em Minas Gerais.

Na região sul, os Sem Terra catarinenses fizeram uma marcha e, no Rio Grande do Sul, foram trancados 12 pontos de rodovias por 19 minutos para lembrar da morte dos trabalhadores no Pará.

No Distrito Federal, parlamentares realizaram sessões solenes na Câmara dos Deputados Federais e na Assembléia Legislativa e duas fazendas foram ocupadas. No Mato Grosso, camponeses fizeram uma vigília em frente à sede da Justiça Federal de Cuiabá.

“Só com um processo efetivo de Reforma Agrária, a consolidação da agricultura camponesa, casada com agroindústrias, assistência técnica, educação e uma nova tecnologia agrícola que respeite o ambiente, será possível melhorar a condição de vida dos camponeses, diminuir substancialmente a violência e acabar com a fome de milhares de brasileiros. É por isso que fazemos mobilizações no Dia Internacional da Luta Camponesa”, finaliza nota do MST.

  • A legítima ofensiva dos camponeses
  • A terra e o sangue
  • Acampamento Pedagógico relembra 10 Anos do Massacre de Carajás
  • Apoio da Sociedade
  • Assentamento 17 de abril
  • Comunidade planta castanheiras em homenagem aos Sem Terra mortos em Carajás
  • Cronologia do processo
  • Depoimento de Antônio Alves de Oliveira - SOBREVIVENTE
  • Depoimento de Avelino Germiniano - SOBREVIVENTE
  • Depoimento de Dalgisa Dias de Sousa - SOBREVIVENTE
  • Depoimento de José Carlos Agarito - SOBREVIVENTE
  • Depoimento de Meirton Germiniano - SOBREVIVENTE
  • Depoimento de Miguel Pontes da Silva - SOBREVIVENTE
  • Depoimento de Raimunda da Conceição de Almeida - SOBREVIVENTE
  • Em Alagoas, mais de 3.500 Sem Terra marcham pela Reforma Agrária
  • Em Brasília, sessão solene lembra impunidade
  • Em SP, ato por direitos humanos marca 10 anos de Carajás
  • Histórico
  • Impunidade: estímulo à violência
  • Jornada de lutas do MST lembra Carajás e cobra Reforma Agrária
  • Jovens acampados no Pará discutem educação e Reforma Agrária
  • MST da Bahia inicia marcha para lembrar Massacre de Carajás
  • MST faz ações no RS para denunciar impunidade
  • MST protesta no Rio de Janeiro
  • MST relembra impunidade de Carajás na capital federal
  • MST tranca rodovias por 19 minutos no RS
  • Manifestação em Washington pede prisão de responsáveis pelo Massacre
  • Marchas percorrem Alagoas e Santa Catarina
  • Mobilizações em Pernambuco lembram Massacre de Eldorado dos Carajás
  • Moção do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp
  • Na Venezuela, camponeses protestam contra impunidade
  • No sudeste do Pará, o abril é azul
  • Ocupações em Minas Gerais pedem Reforma Agrária
  • Poemas escritos pelos estudantes da 8a. série da Escola Municipal Oziel Alves Pereira, no
  • Pronunciamento do Deputado Federal João Alfredo (P-SOL/CE)
  • Protesto na praça da Sé cobra justiça para Carajás
  • Sem Terra fazem mobilizações no Rio de Janeiro
  • Sem Terra marcham em Santa Catarina
  • Sem Terra ocupam produção de eucalipto da Suzano na Bahia
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  • Sem Terra protestam na Paraíba
  • Sobreviventes protestam em Eldorado dos Carajás
  • Trabalhadores e trabalhadoras fazem vigília em Cuiabá
  • Uma homenagem de José Saramago aos mártires de Carajás
  • Universidade na Paraíba relembra Massacre de Eldorado dos Carajás
  • Vigílias em Rondônia lembram trabalhadores mortos
  • Às vítimas do Massacre de Eldorado dos Carajás
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