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Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

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Campanha Nacional pelo Desarmamento

Número: 
2
Out
2005

1. Cerca de 40 mil pessoas são mortas por ano no Brasil por armas de fogo, e por motivos banais. A ampla maioria se trata de pessoas pobres, nas periferias das grandes cidades. Cada uma das vitimas deixa, em média, 5 outras vítimas ocultas: mãe, pai, filhos, namorada, esposa, maior amigo etc.

2. Nos últimos 25 anos, isso totalizou mais de 600 mil pessoas mortas por arma de fogo. Cerca de 40% tinham entre 15 e 24 anos.

3. Os únicos beneficiários com o comércio de armas são um pequeno grupo de empresas fabricantes no Brasil e no exterior, a maioria delas transnacionais.

4. A arma de fogo reforça o sentimento de virilidade masculina, o machismo e o sentimento de que os conflitos podem ser resolvidos pela força e não através do diálogo entre as pessoas, e sobretudo de melhoria das condições de vida, dos pobres do Brasil.

5. A arma de fogo é utilizada, de forma especial, contra um grupo social e etário: os jovens negros e pardos, das periferias e favelas dos grandes centros urbanos e cidades médias. Ela é instrumento fundamental para um verdadeiro genocídio disfarçado.

6. A liberdade de uso de arma de fogo, mesmo pela classe média e setores sociais com recursos, contribui para a reprodução das situações de opressão e violência que fazem parte das relações sociais no Brasil.

7. A luta pelo desarmamento é fundamental para a construção de uma cultura de valorização da vida e respeito à dignidade humana. Ela é fundamental para a luta contra a cultura da violência, contra a naturalização da intolerância e contra a desigualdade, em todas as suas manifestações.

8. A segurança das pessoas é resultado da combinação de vários fatores econômicos, sociais e psicosociais, e sobretudo da melhoria das condições de vida de toda população. Ter arma pessoal, para se defender não representa nenhuma segurança pessoal. Ao contrário aumenta o risco de violência.

9. O porte de arma não protege ninguém é uma falsa situação de poder que ilude as classes abastadas. Ela só cria um contexto de perigo iminente. Tanto é que os especialistas da policia e do combate a violência recomendam que ninguém deve reagir às agressões dos marginais.

10. Tem havido muitas mortes acidentais com crianças e pessoas despreparadas, que ao ter ao seu alcance armas, vão brincar ou expor e causam tragédia nas famílias.

11. Os cidadãos de bem, que compra armas, mesmo legalizadas, acabam depois por diferentes circunstâncias (venda, roubo, etc.) sendo repassadas aos marginais.

12. As atuais fábricas de armas instaladas no Brasil podem produzir para as policias, para as forças armadas, exportar sua produção ou recondicionar parte das fabricas para produção de outros bens, benéficos para a população.

13. Só deseja ter sua própria arma, quem tem por convicção uma atitude de agressão, de violência, e se acha no direito de matar outras pessoas, se agredida ou assaltada.

14. Defender o uso de armas de fogo é na verdade admitir a instalação da pena de morte, em que o cidadão comum se transforma em polícia, juiz e executor da sentença, sem direito a apelação.

  • 80% são contra a venda de armas no Brasil
  • Armas de civis abastecem crime no Brasil
  • Armas de fogo são usadas em 89% dos homicídios
  • Frente por um Brasil sem Armas começa campanha em Campinas
  • Jovens pernambucanos lançam comitê pró-desarmamento
  • Mais de 70% dos eleitores prometem apoiar fim da venda de armas
  • Manifesto do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (Conic)
  • Menos mortes por armas de fogo
  • No dia 23, vote SIM pela proibição do comércio de armas
  • Para 76%, arma deve ser proibida
  • População ainda tem dúvidas sobre o referendo do desarmamento
  • Por que dizer sim à proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil
  • Quem tem medo do referendo?
  • SIM vence nas áreas de baixa renda
  • Saiba mais sobre o referendo do desarmamento
  • Segurança armada e autodefesa: estado de barbárie
  • Sete teses equivocadas sobre a criminalidade e a violência
  • Vítimas de violência doméstica apóiam proibição do comércio de armas
  • “Tudo o que o lobby das armas não quer que você saiba”
‹ Às vítimas do Massacre de Eldorado dos Carajás acima 80% são contra a venda de armas no Brasil ›
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