[Skip Header and Navigation] [Jump to Main Content]
Início

  • Início
  • O MST
    • Quem Somos
    • Nossas bandeiras
    • Organização
    • Linhas políticas
    • Notas oficiais
    • Lutadores do povo
    • Poemas e Poesias
    • Jornal Sem Terra
    • Revista Sem Terra
  • Nossa Produção
  • Biblioteca
    • Agricultura camponesa
    • Agronegócio
    • Direitos Humanos
    • Educação, Cultura e Comunicação
    • Lutas e mobilizações
    • Internacional
    • Meio Ambiente
    • Projeto Popular
    • Reforma Agrária
    • Transgênicos
  • Vídeos
  • Especiais
  • Mural
  • Eu apoio o MST
  • Loja da Reforma Agrária
  • Indicamos
  • Fale Conosco
  • Assine o Jornal Sem Terra
  • Expediente
  • RSS
  • Facebook
  • Twitter

Seções

  • Página Inicial
  • Editorial
  • Destaque
  • Entrevista
  • Artigo
  • Estados
  • Internacional
  • Realidade Brasileira
  • Expediente
  • Assinaturas
  • Fale Conosco
  • Edições do Jornal

Informativo Letra Viva

Cadastre-se para receber o boletim

BALANÇO: DEVER CUMPRIDO E COMPROMISSO COM AS LUTAS

videoteca

 

 

Jornal


Com ocupação do Ministério da Fazenda e ações em 20 estados, Via Campesina consegue conquistas

Início » Especiais e Campanhas

5° Congresso Nacional do MST

Número: 
10
Mai/Jun
2007

CARTA DO 5º CONGRESSO NACIONAL DO MST

Nós, 17.500 trabalhadoras e trabalhadores rurais Sem Terra de 24 estados do Brasil, 181 convidados internacionais representando 21 organizações camponesas de 31 países e amigos e amigas de diversos movimentos e entidades, estivemos reunidos em Brasília entre os dias 11 e 15 de junho de 2007, no 5º Congresso Nacional do MST, para discutirmos e analisarmos os problemas de nossa sociedade e buscarmos apontar alternativas.

Nos comprometemos a seguir ajudando na organização do povo, para que lute por seus direitos e contra a desigualdade e as injustiças sociais. Por isso, assumimos os seguintes compromissos:

1. Articular com todos os setores sociais e suas formas de organização para construir um projeto popular que enfrente o neoliberalismo, o imperialismo e as causas estruturais dos problemas que afetam o povo brasileiro.

2. Defender os nossos direitos contra qualquer política que tente retirar direitos já conquistados.

3. Lutar contra as privatizações do patrimônio público, a transposição do Rio São Francisco e pela reestatização das empresas públicas que foram privatizadas.

4. Lutar para que todos os latifúndios sejam desapropriados e prioritariamente as propriedades do capital estrangeiro e dos bancos.

5. Lutar contra as derrubadas e queimadas de florestas nativas para expansão do latifúndio. Exigir dos governos ações contundentes para coibir essas práticas criminosas ao meio ambiente. Combater o uso dos agrotóxicos e o monocultura em larga escala da soja, cana-de-açúcar, eucalipto, etc.

6. Combater as empresas transnacionais que querem controlar as sementes, a produção e o comércio agrícola brasileiro, como a Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge, ADM, Nestlé, Basf, Bayer, Aracruz, Stora Enso, entre outras. Impedir que continuem explorando nossa natureza, nossa força de trabalho e nosso país.

7. Exigir o fim imediato do trabalho escravo, a super-exploração do trabalho e a punição dos seus responsáveis. Todos os latifúndios que utilizam qualquer forma de trabalho escravo devem ser expropriados, sem nenhuma indenização, como prevê o Projeto de Emenda Constitucional já aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

8. Lutar contra toda forma de violência no campo, bem como a criminalização dos Movimentos Sociais. Exigir punição dos assassinos – mandantes e executores - dos lutadores e lutadoras pela Reforma Agrária, que permanecem impunes e com processos parados no Poder Judiciário.

9. Lutar por um limite máximo do tamanho da propriedade da terra. Pela demarcação de todas as terras indígenas e dos remanescentes quilombolas. A terra é um bem da natureza e deve estar condicionada aos interesses do povo.

10. Lutar para que a produção dos agrocombustíveis esteja sob o controle dos camponeses e trabalhadores rurais, como parte da policultura, com preservação do meio ambiente e buscando a soberania energética de cada região.

11. Defender as sementes nativas e crioulas. Lutar contra as sementes transgênicas. Difundir as práticas de agroecologia e técnicas agrícolas em equilíbrio com o meio ambiente. Os assentamentos e comunidades rurais devem produzir prioritariamente alimentos sem agrotóxicos para o mercado interno.

12. Defender todas as nascentes, fontes e reservatórios de água doce. A água é um bem da Natureza e pertence à humanidade. Não pode ser propriedade privada de nenhuma empresa.

13. Preservar as matas e promover o plantio de árvores nativas e frutíferas em todas as áreas dos assentamentos e comunidades rurais, contribuindo para preservação ambiental e na luta contra o aquecimento global.

14. Lutar para que a classe trabalhadora tenha acesso ao ensino fundamental, escola de nível médio e a universidade pública, gratuita e de qualidade.

15. Desenvolver diferentes formas de campanhas e programas para eliminar o analfabetismo no meio rural e na cidade, com uma orientação pedagógica transformadora.

16. Lutar para que cada assentamento ou comunidade do interior tenha seus próprios meios de comunicação popular, como por exemplo, rádios comunitárias e livres. Lutar pela democratização de todos os meios de comunicação da sociedade contribuindo para a formação da consciência política e a valorização da cultura do povo.

17. Fortalecer a articulação dos movimentos sociais do campo na Via Campesina Brasil, em todos os Estados e regiões. Construir, com todos os Movimentos Sociais a Assembléia Popular nos municípios, regiões e estados.

18. Contribuir na construção de todos os mecanismos possíveis de integração popular Latino-Americana, através da ALBA - Alternativa Bolivariana dos Povos das Américas. Exercer a solidariedade internacional com os Povos que sofrem as agressões do império, especialmente agora, com o povo de CUBA, HAITI, IRAQUE e PALESTINA.

Conclamamos o povo brasileiro para que se organize e lute por uma sociedade justa e igualitária, que somente será possível com a mobilização de todo o povo. As grandes transformações são sempre obra do povo organizado. E, nós do MST, nos comprometemos a jamais esmorecer e lutar sempre.

REFORMA AGRÁRIA: Por Justiça Social e Soberania Popular!

Brasília, 15 de junho de 2007

  • 1º Congresso Nacional (1985) – Sem Reforma Agrária, não há Democracia
  • 2º Congresso Nacional (1990) – Ocupar, Resistir e Produzir
  • 3º Congresso Nacional (1995) – Reforma Agrária, uma luta de todos
  • 4º Congresso (2000) – Reforma Agrária: por um Brasil sem latifúndio
  • 5° Congresso do MST aprova moções de solidariedade e repúdio
  • A colonização disfarçada de Reforma Agrária
  • Agrocombustíveis, quem ganha e quem perde com a “energia limpa”?
  • Além da terra, construir a justiça social
  • Assentados resistem a assédio de empresas de celulose
  • Brasil em Movimento: uma rádio incorporando vozes
  • Bumba-meu-boi fará parte dos festejos do 5° Congresso do MST
  • CARTA DO 5º CONGRESSO NACIONAL DO MST
  • Cancioneiros apresentam espetáculo no 5º Congresso do MST
  • Congresso do MST reúne 17 mil em Brasília
  • Conjuntura no Brasil é mais favorável, diz feminista
  • Construindo a história da nossa luta
  • Convergência da luta é novo marco da resistência no século 21
  • Dez anos depois, trabalhadores relembram massacre de Camarazal
  • Dinheiro público financia o agronegócio
  • Dois modelos de sociedade e produção agrícola
  • Estrutura fundiária do Brasil facilita escravização de trabalhadores
  • Está quase tudo pronto para o 5º Congresso Nacional do MST
  • Fala de abertura do 5° Congresso, por Marina dos Santos
  • Feira de Reforma Agrária: um espaço de troca e amizades
  • MST em defesa da soberania alimentar
  • MST encerra seu 5° Congresso e reafirma luta pela Reforma Agrária
  • MST lança oficialmente o seu quinto Congresso Nacional
  • MST recebe apoio de Jackson Lago, ex-governadores e parlamentares
  • Marcha do MST denuncia imperialismo e imobilidade da Reforma Agrária
  • Marcha recebe apoio da população de Brasília
  • Ministro da Educação recebe "mochila de reivindicações" do MST
  • Modelo agrário é tema principal do terceiro dia de Congresso
  • Movimento Sem Terra recebe apoio do Exército Zapatista
  • Movimento realiza maior congresso de sua história em junho
  • Mística e reflexões sobre a conjuntura abrem o 5º Congresso
  • No Ceará, assentamento avança com cooperativa
  • No centro do debate sobre o socialismo
  • Organizações urbanas defendem unificação da luta dos trabalhadores
  • Para MST fazer Reforma Agrária é possibilitar desenvolvimento humano
  • Presidente Fidel Castro envia carta aos trabalhadores do MST
  • Prisões de Sem Terra aumentam no Brasil, informa OAB
  • Quando os brasileiros realizam, 185 anos depois, a sua verdadeira independência
  • Reforma Agrária, só com a derrubada do Estado burguês
  • Romper a cerca do analfabetismo
  • Sem Terrinha também participam das discussões do 5º Congresso
  • Sem Terra ampliam a luta pela terra
  • Sem Terrinha aprendem e ensinam na Escola Paulo Freire
  • Teatro leva história da resistência indígena para o 5º Congresso
  • Transnacionais acabam com meio ambiente
  • Uma Cidade de Lona dentro de Brasília
  • “Que continuem a luta de João Pedro e a minha”, diz Elizabeth Teixeira
‹ Veja quem já declarou apoio a nossa Campanha acima 1º Congresso Nacional (1985) – Sem Reforma Agrária, não há Democracia ›
  • Versão para impressão

Bookmark and Share

Amigos do MST

                      

Parceiros

[Jump to Top] [Jump to Main Content]