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Servidores fazem ato unificado pelo fortalecimento de órgãos agrários

5 de julho de 2012

 

Servidores federais dos órgãos responsáveis pela Reforma Agrária, pesquisa agropecuária e regularização de terras indígenas fizeram um ato com 300 pessoas em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, na tarde desta quarta-feira (4/7).

Os trabalhadores cobram a reestruturação de órgãos agrários e de pesquisa agropecuária e maior investimento do governo. Os manifestantes criticaram os cortes no orçamento e o sucateamento dos órgãos. A paralisação dos servidores do Incra e da Funai já alcança mais de 70% da categoria.

Participaram do ato servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Várias entidades reunidas fortalecem a nossa luta, que é uma só, a de valorização de serviços públicos essenciais ao desenvolvimento do país”, avaliou Vicente Almeida, do Sinpaf.

“O governo precisa olhar para a população pobre do campo que o elegeu”, criticou Acácio Leite, do comando nacional de greve dos servidores do Incra, em referência aos profundos cortes orçamentários que a autarquia vem sofrendo ao longo dos últimos anos. Apenas em 2012, segundo a categoria, foram congelados R$ 1 bilhão em despesas do órgão.

Para Mônica Carneiro, indigenista especializada da Funai no Tocantins, o sucateamento do órgão é “dramático”. “Não há sequer um regimento interno que descreva a organização da Funai”, criticou. A servidora enumerou vários problemas do órgão, que sofre até mesmo com falta de água e energia em algumas unidades do interior, justamente as que atendem diretamente os territórios indígenas.

“A participação do Sinpaf junto a outros servidores públicos é importante em um momento que os trabalhadores se unem”, pontuou Mirane Costa, diretora do Sinpaf. Além disso, acrescentou Mirane, “a participação dos movimentos sociais é mais que fundamental, por se tratar justamente do público-alvo das políticas dos órgãos que sofrem com o sucateamento”, acrescentou.

“A mesma dificuldade que nós dos movimentos sociais temos para negociar a pauta do campo no Brasil, os servidores desses órgãos tem para melhorar a estrutura de trabalho. É em função do que eles representam para a agricultura camponesa, por isso estamos nos somando à luta dos servidores públicos”, afirmou Rosângela Piovizani, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e da Via Campesina Brasil.

(com informações da assessoria do Sinpaf)

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