A empresa sueco-finlandesa Stora Enso, denunciada nesta terça-feira (4/3) pelas mulheres da Via Campesina por ter adquirido de forma ilegal terras na faixa de fronteira no Rio Grande do Sul (leia sobre a ação), foi também uma das financiadoras da campanha da atual governadora do estado, Yeda Crusius.
Stora Enso e as outras papeleiras Aracruz Celulose e Votorantin Papel e Celulose, foram responsáveis pela doação de meio milhão de reais para a campanha de Yeda.
Hoje a transnacional admitiu a criação da empresa brasileira Azenglever para viabilizar a compra de terras. Em outras palavras, uma empresa laranja que a permite explorar a área de fronteira. Mesmo assim Stora Enso tem projetos de instalar uma nova indústria de papel em território gaúcho, próximo á fronteira com o Uruguai. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) declarou ontem que tal instalação afronta a legislação brasileira. A transnacional agora busca junto a congressistas mudanças na legislação sobre faixa de fronteira.