Pela Libertação dos Cincos Patriotas Cubanos Presos nos EUA

Número: 
14
Set/Dez
2007

Sobre o assunto, a ativista do Movimento de Solidariedade com Cuba nos Estados Unidos e do comitê estadunidense pela liberação dos cinco, Alicia Jrapko, se mostrou otimista em relação ao processo por conta do espaço que o movimento vem ganhando na mídia. Por outro lado, ela diz ainda ter muito o que fazer para que o governo dos Estados Unidos respeite as leis internacionais de direitos humanos e liberem os cincos presos. Leia abaixo a entrevista publicada na agência Adital.

A luta pela liberdade dos cinco cubanos detidos nos EUA entra no seu décimo ano. Qual avaliação que vocês fazem?

Alicia Jrapko: Temos avançado muito nos últimos anos e o caso é mais conhecido internacionalmente. A presença de juristas internacionais no processo oral e outras personalidades, em 20 de agosto passado, assim o demonstra. O advogado Leonard Weinglass explicou em uma recente entrevista de que este é o único caso que ele recorda dentro dos EEUU onde foi realizado não uma, mas três processos orais de apelações e, segundo seu critério, isto se deve à atenção que o caso tem recebido no âmbito internacional.

Mais importante ainda, é que temos visto uma mudança nos meios de comunicação das corporações. A recente entrevista de Gerardo Hernández à BBC, se seguiu uma na Reuters. Justo antes das apelações, saiu um artigo quase de página completa no New York Times. No passado tínhamos que pagar milhares de dólares para que publicassem um anúncio, agora estão cobrindo o caso. Também o Washington Post, publicou artigos e depois das apelações, artigos nos principais periódicos dos EUA cobriram o caso. Na semana passada, a CNN mostrou, em um dos seus programas, um segmento sobre os Cinco onde falaram quem são, e como o povo cubano vê estes homens, com imagens de cartazes, manifestações, etc. Incluíram uma entrevista com Olga Salanueva e mostraram um debate entre Weinglass e um homem representante do exílio anti-Cuba de Miami. Hoje foi anunciado outro segmento em um programa da cadeia CBS de televisão.

Para nós que residimos nos EUA isto é algo que realmente nos dá esperanças de que o muro de silêncio está se quebrando. Programas de rádio também cobriram o caso e muitos meios alternativos publicaram artigos. Mas isto não quer dizer que estamos onde deveríamos estar, tem que continuar tratando de abrir mais espaços nos meios de comunicação. A tarefa fundamental do movimento pelos Cinco, em geral, e dentro dos EUA em particular, é seguir trabalhando para que o caso seja conhecido. Só assim conseguiremos romper esse silêncio cúmplice entre governo estadunidense e os meios corporativos.

Qual é hoje a realidade dos cinco cubanos? Quais são os principais problemas que enfrentam?

Alicia Jrapko: Penso que o principal problema é a pouca freqüência das visitas familiares. O governo dos Estados Unidos nega os vistos de entrada nos EUA às esposas de Gerardo Hernández e Rene González. Eles recebem centenas de cartas todos os dias de Cuba e de todas partes do mundo, incluindo dos Estados Unidos. O apoio que recebem, sem dúvida, os fortalece, mas eles também de dentro dessas cinco prisões dão muitíssima força a todos os que, de todas partes do mundo, lutam pela liberdade dos Cinco.

O que podem fazer os órgãos internacionais frente ao tema para pressionar para que os direitos humanos sejam cumpridos com os detentos?

Alicia Jrapko:Os órgãos de direitos humanos necessitam continuar demandando ao governo dos Estados Unidos que respeitem as leis internacionais, e suas próprias leis. Que permitam as duas esposas visitar seus esposos presos, e que permitam ao resto dos familiares visitá-los com mais freqüência. Também, se deve exigir ao governo dos EUA que se baseie nas provas que possui, porque não existe prova alguma contra eles para mantê-los presos. Este tem sido desde o começo um caso político. Os Cinco deveriam ser liberados imediatamente e Luis Posada Carriles deveria ser levado a julgamento pelos crimes que cometeu.

A administração Bush pratica uma política hipócrita na sua luta "contra o terrorismo". O caso dos Cinco é o melhor exemplo desta política mentirosa. Todos os países, incluindo Cuba, têm o direito a defender-se contra o terrorismo e nenhum país, incluindo os EUA, deve proteger terroristas que cometeram crimes horrendos como foi a derrubada do avião cubano em 1976 onde 73 pessoas inocentes perderam suas vidas. Esta é uma injustiça maior. Luis Posada Carriles e Orlando Bosch estão livres e os Cinco que defendiam seu país contra o terrorismo estão presos.

Há algum avanço nos diálogos pela liberdade dos cinco?

Alicia Jrapko: O que sabemos concretamente é que por um lado o caso continua seu longo curso dentro das cortes estadunidenses e por outro lado a luta política nestes momentos é a ferramenta mais forte com a qual contamos para conseguir com que regressem a Cuba.

Como se desenvolverá a jornada mundial pela liberdade dos cinco? Quais serão as atividades e em que países serão?

Alicia Jrapko: O Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos tem feito um chamamento, e já começamos a receber muitas respostas de atividades que vão ser realizadas em todas partes do mundo. O lema é a liberdade imediata dos Cinco, a demanda de que o governo dos EUA conceda vistos a Adriana Pérez e Olga Salanueva e que os EUA extradite o terrorista Luis Posada Carriles.

Nos próximos dias teremos uma lista concreta de atividades de diferentes países. Há centenas de comitês, e pessoas de todas partes do mundo estão trabalhando nesta nova jornada internacional, e estão organizando diferentes atividades para reclamar a liberdade dos Cinco.

Nos Estados Unidos, onde eles estão presos, também se multiplicam os grupos e novas pessoas se somam a esta justa luta e aqui também estamos organizando atividades como parte das jornadas internacionais pelos Cinco.

Este é um momento crucial e de denúncia, não podemos deixar que o que sucedeu em Atlanta nos paralise, ou seja, não podemos esperar a decisão da corte, mas pelo contrário, hoje, mais do que nunca, devemos continuar denunciando a injustiça deste caso.

Familiares de presos cubanos solicitam apoio à Jmpla

Os familiares dos cincos cubanos presos nos EUA reuniram-se na última quarta-feira, dia 12 de setembro, em Luanda, capital de Angola, com a juventude do Movimento Popular de Libertação de Angola (Jmpla) para solicitar o apoio desta organização juvenil na libertação dos seus parentes.
O fato foi revelado à imprensa por Magali Llort Ruiz (foto), mãe de Fernando González Llort, um dos cubanos presos, durante a saída dela do referido encontro. Ela participou em Angola de uma visita de cinco dias ao país a convite da Associação de Amizade Angola/Cuba.

Magali Llort Ruiz agradeceu no final do encontro a solidariedade dos angolanos e solicitou maior intervenção da opinião pública para a resolução deste caso. “Estamos num momento difícil do processo judicial, mas a opinião pública vai jogar um papel importante para que estes possam regressar livremente para o seu país e para as suas famílias", sublinhou.

O secretário executivo do comitê de solidariedade da Jmpla aos presos cubanos e a Cuba, Julião Teixeira, disse que continuarão a mobilizar as estruturas da organização juvenil do Mpla para que junto da juventude angolana transmitam essa solidariedade para a libertação dos detidos.
Durante a sua visita a Angola, iniciada na segunda-feira, 10, a delegação cubana manteve encontros com diversas entidades nacionais e visitou as escolas Che Guevara e José Martí, ambas em Luanda.

Na quarta-feira, dia 12, completou nove anos desde que os cinco companheiros René González, Gerardo Hernandez, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando Gonzaléz, foram presos nos Estados Unidos. O grupo foi detido no estado americano da Flórida a 12 de setembro de 1998 pelo Beareau Federal de Investigações (FBI), sob acusação de crime de espionagem e de colocar em perigo a segurança daquele país.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui

Movimentos iniciam jornada internacional pelos 5 Cubanos

Sobre o assunto, a ativista do Movimento de Solidariedade com Cuba nos Estados Unidos e do comitê estadunidense pela liberação dos cinco, Alicia Jrapko, se mostrou otimista em relação ao processo por conta do espaço que o movimento vem ganhando na mídia. Por outro lado, ela diz ainda ter muito o que fazer para que o governo dos Estados Unidos respeite as leis internacionais de direitos humanos e liberem os cincos presos. Leia abaixo a entrevista publicada na agência Adital.

A luta pela liberdade dos cinco cubanos detidos nos EUA entra no seu décimo ano. Qual avaliação que vocês fazem?

Alicia Jrapko: Temos avançado muito nos últimos anos e o caso é mais conhecido internacionalmente. A presença de juristas internacionais no processo oral e outras personalidades, em 20 de agosto passado, assim o demonstra. O advogado Leonard Weinglass explicou em uma recente entrevista de que este é o único caso que ele recorda dentro dos EEUU onde foi realizado não uma, mas três processos orais de apelações e, segundo seu critério, isto se deve à atenção que o caso tem recebido no âmbito internacional.

Mais importante ainda, é que temos visto uma mudança nos meios de comunicação das corporações. A recente entrevista de Gerardo Hernández à BBC, se seguiu uma na Reuters. Justo antes das apelações, saiu um artigo quase de página completa no New York Times. No passado tínhamos que pagar milhares de dólares para que publicassem um anúncio, agora estão cobrindo o caso. Também o Washington Post, publicou artigos e depois das apelações, artigos nos principais periódicos dos EUA cobriram o caso. Na semana passada, a CNN mostrou, em um dos seus programas, um segmento sobre os Cinco onde falaram quem são, e como o povo cubano vê estes homens, com imagens de cartazes, manifestações, etc. Incluíram uma entrevista com Olga Salanueva e mostraram um debate entre Weinglass e um homem representante do exílio anti-Cuba de Miami. Hoje foi anunciado outro segmento em um programa da cadeia CBS de televisão.

Para nós que residimos nos EUA isto é algo que realmente nos dá esperanças de que o muro de silêncio está se quebrando. Programas de rádio também cobriram o caso e muitos meios alternativos publicaram artigos. Mas isto não quer dizer que estamos onde deveríamos estar, tem que continuar tratando de abrir mais espaços nos meios de comunicação. A tarefa fundamental do movimento pelos Cinco, em geral, e dentro dos EUA em particular, é seguir trabalhando para que o caso seja conhecido. Só assim conseguiremos romper esse silêncio cúmplice entre governo estadunidense e os meios corporativos.

Qual é hoje a realidade dos cinco cubanos? Quais são os principais problemas que enfrentam?

Alicia Jrapko: Penso que o principal problema é a pouca freqüência das visitas familiares. O governo dos Estados Unidos nega os vistos de entrada nos EUA às esposas de Gerardo Hernández e Rene González. Eles recebem centenas de cartas todos os dias de Cuba e de todas partes do mundo, incluindo dos Estados Unidos. O apoio que recebem, sem dúvida, os fortalece, mas eles também de dentro dessas cinco prisões dão muitíssima força a todos os que, de todas partes do mundo, lutam pela liberdade dos Cinco.

O que podem fazer os órgãos internacionais frente ao tema para pressionar para que os direitos humanos sejam cumpridos com os detentos?

Alicia Jrapko:Os órgãos de direitos humanos necessitam continuar demandando ao governo dos Estados Unidos que respeitem as leis internacionais, e suas próprias leis. Que permitam as duas esposas visitar seus esposos presos, e que permitam ao resto dos familiares visitá-los com mais freqüência. Também, se deve exigir ao governo dos EUA que se baseie nas provas que possui, porque não existe prova alguma contra eles para mantê-los presos. Este tem sido desde o começo um caso político. Os Cinco deveriam ser liberados imediatamente e Luis Posada Carriles deveria ser levado a julgamento pelos crimes que cometeu.

A administração Bush pratica uma política hipócrita na sua luta "contra o terrorismo". O caso dos Cinco é o melhor exemplo desta política mentirosa. Todos os países, incluindo Cuba, têm o direito a defender-se contra o terrorismo e nenhum país, incluindo os EUA, deve proteger terroristas que cometeram crimes horrendos como foi a derrubada do avião cubano em 1976 onde 73 pessoas inocentes perderam suas vidas. Esta é uma injustiça maior. Luis Posada Carriles e Orlando Bosch estão livres e os Cinco que defendiam seu país contra o terrorismo estão presos.

Há algum avanço nos diálogos pela liberdade dos cinco?

Alicia Jrapko: O que sabemos concretamente é que por um lado o caso continua seu longo curso dentro das cortes estadunidenses e por outro lado a luta política nestes momentos é a ferramenta mais forte com a qual contamos para conseguir com que regressem a Cuba.

Como se desenvolverá a jornada mundial pela liberdade dos cinco? Quais serão as atividades e em que países serão?

Alicia Jrapko: O Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos tem feito um chamamento, e já começamos a receber muitas respostas de atividades que vão ser realizadas em todas partes do mundo. O lema é a liberdade imediata dos Cinco, a demanda de que o governo dos EUA conceda vistos a Adriana Pérez e Olga Salanueva e que os EUA extradite o terrorista Luis Posada Carriles.

Nos próximos dias teremos uma lista concreta de atividades de diferentes países. Há centenas de comitês, e pessoas de todas partes do mundo estão trabalhando nesta nova jornada internacional, e estão organizando diferentes atividades para reclamar a liberdade dos Cinco.

Nos Estados Unidos, onde eles estão presos, também se multiplicam os grupos e novas pessoas se somam a esta justa luta e aqui também estamos organizando atividades como parte das jornadas internacionais pelos Cinco.

Este é um momento crucial e de denúncia, não podemos deixar que o que sucedeu em Atlanta nos paralise, ou seja, não podemos esperar a decisão da corte, mas pelo contrário, hoje, mais do que nunca, devemos continuar denunciando a injustiça deste caso.

Pela Libertação dos Cincos Patriotas Cubanos Presos nos EUA

A incrível história de cinco homens presos nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo de organizações norte-americanas em Cuba. Saiba aqui quem são eles e porque foram presos nos EUA.

Quem são os cinco heróis cubanos encarcerados nos Estados Unidos?

Cinco jovens profissionais que decidiram dedicar suas vidas, longe de sua pátria, à luta contra o terrorismo na cidade de Miami, principal centro das agressões contra Cuba. Antonio Guerrero (Miami, 1958), engenheiro aeronáutico, poeta, dois filhos. Fernando Gonzáles (Havana, 1963), casado, formado pelo Instituto de Relações Internacionais (ISRI), do Ministério das Relações Exteriores de Cuba. Gerardo Hernández (Havana, 1965), casado, formado pelo ISRI, cartunista. Ramób Labañino (Havana, 1963), casado, três filhas, formado na Licenciatura em Economia na Universidade de Havana e René Gonzáles (Chicago, 1956), casado, duas filhas, piloto e instrutor de vôo.

Por que estavam nos Estados Unidos?

Partiram para esse país para obter informações sobre os planos das organizações terroristas que têm suas bases de operação há muitos anos na cidade de Miami. Entre elas estão a Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), o Conselho para a Liberdade de Cuba (CLC), Irmãos no Resgate, Movimento Democracia, Alpha-66 e muitas outras conhecidas por sua trajetória de delitos.
Entre as atividades terroristas desses grupos estão numerosas sabotagens e agressões contra Cuba, com um saldo de milhares de mortos, feridos e grandes perdas econômicas, tráfico de armas, drogas e pessoas. Inclusive, tendo sido descobertos centenas de planos para assassinar o presidente Fidel Castro e realizado ações terroristas dentro do território estadunidense e em outros países.

Violações do devido processo:

Os cinco foram submetidos a um júri manipulado na própria cidade de Miami, completamente hostil e dominada pela máfia de origem cubana, onde era impossível realizar um processo justo e imparcial, a tenor com as próprias leis dos Estados Unidos e do Direito Internacional.

Os setores anti-cubanos desataram uma intensa campanha de propaganda para pressionar a opinião pública de Miami e os jurados, o que foi reiteradamente denunciado pelos advogados da defesa, que apresentaram várias moções de solicitação de mudança de local, que foram rechaçadas.
Isso viola a letra da Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos que expressa “...a ninguém se privará a liberdade sem o devido processo legal...” e também viola a Sexta Emenda, que assinala: “...em toda causa criminal, o acusado gozará de ser julgado rapidamente e em público por um júri imparcial...”

Durante todo o processo legal, as autoridades colocaram obstáculos ao trabalho da defesa ao atrasar e limitar o acessa a apenas 20% da documentação suspeitamente classificada como secreta. Cinco anos depois, os impede de acessar esses milhares de documentos para sustentar o processo de apelação.

Quais foram os crimes imputados? (cargos)

Conspiração para cometer assassinato em primeiro grau. Gerardo Hernández foi o único acusado desse crime por supostamente propiciar a derrubada, em 24 de fevereiro de 1996, de dois pequenos aviões da organização terrorista Irmãos ao Resgate. Ao final do processo a Fiscalia compreendeu que não poderia provar essa acusação segundo as instruções dadas pela juíza pelo qual solicitou à Corte de Apelações de Atlanta fora desestimado. A apelação não prosperou e contrário a toda a lógica, o jurado o declarou culpado.

Conspiração para cometer espionagem. Deste crime foram acusados Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero. Nenhum deles realizou atividades de espionagem contra os Estados Unidos, pois segundo estabelece a lei estadunidense, um espião é uma pessoa que rouba ou obtém documentação classificada como secreta, devidamente resgatada com o propósito de entregar a um governo estrangeiro. Durante o julgamento, não houve evidências que eles houvessem obtido informação do governo dos Estados Unidos ou informação perigosa para a segurança desse país.

Vários especialistas e autoridades, como os generais Charles Whilhem e Edward Atkinson, o almirante Eugene Carol e o coronel George Buckner atestaram que os acusados não tiveram acesso a informação classificada e inclusive James Clapper, ex-diretos da Agência de Inteligência do Pentágono, testigo de la Fiscalia, reconheceu que os cinco acusados não realizaram espionagem contra os Estados Unidos. Mesmo assim, seus depoimentos não foram levados em conta, o que ratifica a arbitrariedade do processo fraudulento, de marcada conotação política.
Os cinco cubanos tiveram exclusivamente a missão de obter informação sobre os planos dos grupos terroristas radicados no sul da Flórida, que além dos desatinos do processo judicial, não fazem parte do governo dos Estados Unidos.

Conspiração para cometer delitos contra os Estados Unidos. Deste crime foram acusados os cinco cubanos quando buscavam informações sobre os planos que fraguaban as organizações terroristas radicadas em Miami e, bajo ningún concepto, outras que puderam afetar a segurança nacional dos Estados Unidos, o que foi provado pela Defesa e ratificado por vários testigos durante o processo.

Identidade e documentação falsa. Para poder penetrar e enfrentar os planos dessas organizações, três dos cinco lutadores antiterroristas se viram na necessidade de ocultar suas verdadeiras identidades. Em Direito, existe a doutrina de Estado de Necessidade, que sustenta que para evitar o cometimento de um delito maior – neste caso, assassinatos e atos de terrorismo – é justificada a incorreção em delitos menores, como utilizar identidade e documentação falsas para proteger suas atividades e suas vidas, levando em consideração que os cinco jovens atuariam em meio a grupos de assassinos e terroristas de escala industrial.

Agentes não registrados de um governo estrangeiro.Tomando em consideração os objetivos de seu trabalho, os perigos que este trazia e a sistemática política de hostilidade do governo dos Estados Unidos contra Cuba, não era possível que os cinco se registrassem como agentes do governo cubano.

É um feito amplamente conhecido que esses grupos terroristas e suas cabecillas atuam impunemente em Miami e gozam da proteção de suas autoridades. O próprio chefe do Bureau do FBI em Miami, Héctor Pesquera, declarou que os dirigentes da Fundação Nacional Cubano-Americana e do Conselho para a Liberdade de Cuba eram pessoas respeitáveis e de absoluta confiança. Reiterou que jamais investigariam oficialmente as atividades daqueles que auspician e financiam as ações terroristas contra Cuba.

Se ambas organizações são as principais responsáveis pela maioria dos atos terroristas cometidos contra Cuba nos últimos 15 anos, o que teria acontecido aos cinco se tivessem registrado diante das autoridades de Miami como pessoas que trabalham para o governo de Cuba? Por isso se viram forçados a não se registrar como agentes de um governo estrangeiro.