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Povos indígenas denunciam violência dos megaprojetos

27 de junho de 2012


Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

Os 1800 indígenas de todo o país, que participaram do Acampamento Terra Livre na Cúpula dos Povos, divulgaram um manifesto no qual denunciam as situações de opressão em que se encontram comunidades indígenas, além de repudiarem as falsas soluções apontadas pelo capitalismo, propondo suas formas de lidar com as crises ambientais.

Os indígenas defendem o modelo do Bom Viver/Vida Plena, no qual “a Mãe Terra é respeitada e cuidada, onde os seres humanos representam apenas mais uma espécie entre todas as demais que compõem a pluridiversidade do planeta. Nesse modelo, não há espaço para o chamado capitalismo verde, nem para suas novas formas de apropriação de nossa biodiversidade e de nossos conhecimentos tradicionais associados”.

O manifesto repudia, entre outras coisas, as ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja sede do Rio foi alvo de ocupação pelos indígenas - por ser responsável pelo financiamento de grandes empreendimentos com dinheiro público sem respeitar o direito à consulta as populações afetadas; o assassinato de lideranças indígenas no Brasil, na Argentina, Bolívia, Guatemala e Paraguai; os grandes empreendimentos em territórios indígenas, como as barragens das usinas de Belo Monte e Jirau, e as ameaças legislativas aos territórios ancestrais, como o novo Código Florestal e a PEC 215, que passa ao poder Legislativo a decisão sobre a demarcação ou não das terras indígenas.

Como respostas aos problemas, é proposto a proteção dos direitos territoriais indígenas, que se dá por meio da demarcação de terras, pois 60% delas ainda não foram demarcadas e homologadas, e do fortalecimento das terras que já foram demarcadas.

Também se pede o fim da repressão contra lideranças e a punição dos assassinos de lideranças e o reconhecimento e fortalecimento do papel dos indígenas na proteção dos biomas.

Para ler o Manifesto na íntegra, clique aqui.

 

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