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Cooperativa da Reforma Agrária inova na produção de produtos naturais

26 de janeiro de 2012


Por Vanessa Ramos
Da Página do MST

 

Fundada há quatro anos por agricultores do Assentamento Anita Garibadi, no município de Ponta Alta, em Santa Catarina, a Cooperativa Regional Agropecuária Terra Livre (Coopertel) tem levado alimentos de excelência e inovadores ao mercado regional. Hoje, por exemplo, é possível consumir sementes de abóbora com cobertura de chocolate. Uma guloseima que pode virar moda no Brasil.

A abóbora, também conhecida como moranga em algumas regiões do país, é rica em lipídeos funcionais, minerais, carboidratos, como fibras dietéticas solúveis e insolúveis, indicadas como proteção contra inúmeras doenças.

De acordo com Amauri Franco, associado da Coopertel, o produto é obtido de forma natural, o que garante o consumo dos diferentes nutrientes existentes na semente.

Com base no conceito de tecnologia limpa no processamento de alimentos, a Coopertel busca aproveitar de forma integral os alimentos que produz.

O objetivo é desenvolver produtos com maior valor agregado. Além da semente de abóbora caramelizada, eles também comercializam salgadinhos de sementes, do tipo snacks, farinha, polpa, sucos e conservas.

Atualmente, a Coopertel conta com 350 famílias cooperadas em 17 municípios da região. Inaugurou, em 2010, uma agroindústria de processamento de alimentos em Ponte Alta, onde são produzidas conservas de pepino, beterraba, cenoura, cebola, sucos, poupas concentradas, farinha de abóbora, sementes de abóbora caramelizadas.

Os sabores são chocolate, café e canela, inclusive light, bem como vegetais desidratados. “Nosso objetivo é chegar a 600 sócios na cooperativa”, disse Franco.

Os produtos recebem a marca “Terra Viva”, de propriedade da Cooperativa Central de Reforma Agrária de Santa Catarina, cujos produtos são comercializados por meio de mais de 6 mil pontos de vendas nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e São Paulo.

Empecilhos

Há poucos meses, os cooperados iniciaram as discussões sobre a participação no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). No entanto, prefeituras da região têm dificultado a participação no programa nacional.

“A maioria das prefeituras cria empecilhos para que a gente participe do programa”, afirma Franco, que considera o programa importantíssimo para garantir a comercialização dos produtos.

A Coopertel também desenvolve diversos trabalhos de assessoria técnica, social e ambiental, junto aos ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Desenvolvimento Social, Universidade Federal de Santa Catarina, Incra e Prefeitura Municipal de Ponte Alta.

 

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