WhatsApp Image 2019-10-09 at 22.25.16.jpeg
Foto: Divulgação MST 

 

Da Página do MST 
 

A 3ª Feira da Reforma Agrária que acontece até a próxima sexta-feira (12), em São Braz, Belém do Pará, debateu em uma de suas mesas 'os dilemas na Amazônia.


Participaram do encontro o professor da Universidade Federal do Pará (UFP), Gilberto Marques, o coordenador da ONG Fase Amazônia, Guilherme Carvalho e a jornalista e militante do MST, Viviane Brígida. 


Marques iniciou sua fala apresentando um quadro cultural e histórico da Amazônia. “Aquele bioma é um dos espaços de ocupação mais antigos do país, ainda assim, é o espaço mais preservado. Diante disso, podemos dizer que não necessariamente a presença humana significa degradação, ela significa degradação quando essa presença se baseia pelo lucro”, explicou. 


Já Guilherme Carvalho representante da FASE Amazônia falou sobre como aquele espaço ainda é visto como colônia do estado brasileiro, trazendo a noção de necropolítica do autor Achile Mbembe.

WhatsApp Image 2019-10-09 at 22.24.24.jpeg
Foto: Divulgação MST 


“A noção de solidariedade acabou enquanto um valor constituinte da sociedade”, nos diz o historiador, relembrando em contraposição a luta Munduruku no Pará, dos indígenas no Equador e dos camponeses que que lutam pela Reforma Agrária Popular como uma contrapartida ao modelo político do país.


Viviane Brígida, jornalista e militante do MST, falou sobre o protagonismo camponês em sua resistência cotidiana. “Como é a luta em um acampamento? Em um assentamento? O resultado dessa luta cotidiana pode ser visto aqui, na produção de alimentos saudáveis", disse.


Ainda nesse tema Brígida chama atenção para as ações concretas que o MST vem construindo com base na preservação ambiental. “Se estão desmatando, vamos plantar. O MST faz a agroecologia acontecer em cada pedaço de terra em que está localizado. É dever de todas e todos lutar pela preservação do meio ambiente e dos nossos territórios", concluiu.

 

*Editado por Maura Silva