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Em Brasília, ato unificado reuniu milhares de manifestantes em frente ao Congresso Nacional / Foto: Rafael Tatemoto



Do Brasil de Fato 


Nesta terça-feira (13) pela manhã, atos em todas as regiões do país marcaram mais uma jornada de luta pela Educação pública de qualidade e contra a reforma da Previdência, a principal meta da política neoliberal do ministro Paulo Guedes (Fazenda), aprovada pela Câmara Federal e tramitando no Senado. 


Sindicalistas, estudantes, trabalhadores e ativistas dos movimentos populares foram à ruas para denunciar as ações de desmonte e precarização do atual governo. Protestos estão previstos em pelo menos 150 cidades.


Em Petrolina (PE), o cantor e poeta Maviael Melo recitou um cordel sobre o cenário político. “Quero o que é meu por direito constituído: saúde, lazer, habitação e educação. Isso não é pedido. É a palavra de ordem do povo a se levantar. Não venha sua desgraça, você não vai nos enganar, sua falácia nojenta, sua bandeira cinzenta não vai nos representar”, declamou no início do ato.


Na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, estudantes protestaram o viés privatista presente no programa Future-se, apresentado pelo Ministério da Educação do governo Jair Bolsonaro (PSL).

 

Em Belém do Pará, a concentração começou pela manhã na praça da República (Foto: Catarina Barbosa)



Em Brasília, o ato pela educação se somou ao último dia da Primeira Marcha das Mulheres Indígenas. A manifestação seguiu até o Congresso Nacional. Por volta das 10h, os manifestantes já tomavam boa parte da Esplanada dos Ministérios e o trânsito de veículos no local foi interrompido.


Na cidade de Quixadá, no Ceará, estudantes e professores do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual do Ceará (Uece) se reuniram na praça José de Barros para promover uma aula pública sobre os impactos negativos do Programa Future-se. Também teve aula pública em Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro.


No Rio Grande do Sul, Paulo Mors, presidente da sindicato dos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), criticou o governo Bolsonaro, durante o painel ‘Futuro das Universidades e Institutos Federais no Brasil’, na UCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre).

 

Registro da aula pública em Quixadá, no sertão cearense (Foto: Rebeca Cavalcante)


“As barbaridades ditas pelo líder maior do país não são feitas no sentido de fazer piada. Por trás, está o capital rentista. Por trás, está a proposta de aumentar a desigualdade, a exploração dos trabalhadores, a subserviência da Nação”, afirmou.


Na Paraíba, a Marcha das Margaridas saiu da cidade de Conde com destino à João Pessoa onde as camponesas vão se integrar ao grande ato que vai acontecer na parte da tarde.

 

O evento foi promovido pela Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ADUFRGS), dentro das atividades do Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência (Foto:Katia Marko)



Grandes atos pela tarde


Além de João Pessoa (PB), estão marcados atos contra a reforma da Previdência e a favor da educação pública de qualidade nas cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, entre outras. 


Em São Paulo, a concentração será no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir das 15h. No Rio, a concentração será na praça da Candelária, às 15h. Em Belo Horizonte (MG), o ato começa às 14h, no pátio da Assembleia Legislativa.


Na cidade de Goiânia, os estudantes estão convocando a manifestação para a praça Universitária, a partir das 15h. Em Porto Alegre, o ato é na Esquina Democrática, começando às 18h.

 

A marcha das Margaridas paraibana em caminhada rumo a João Pessoa (Foto: CPT)


Edição: Rodrigo Chagas