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Encontro aconteceu no último domingo, em Campinas (SP). Fotos MST/SP


Por Coletivo de Comunicação MST/SP
Da Página do MST

 

Em tempos de termos como "ideologia de gênero" e "cura gay", urgem ações de reafirmação que coloquem a pauta da diversidade sexual e da igualdade de gênero no centro do debate. Com esse desafio, aconteceu, no último domingo (7), o 1° Encontro de Gênero e Diversidade Sexual da região de Campinas. Participaram da atividade mulheres e sujeitos LGBT oriundos de acampamentos e assentamentos do MST na região. Patricardo, combate ao machismo, LGBTfobia e racismo foram alguns dos temas discutidos.
 

De acordo com Kelvin Nicolas, do coletivo LGBT Sem Terra, a realização desses espaços é importante para fortalecer as lutas e o combate às violências cotidianas que acontecem, principalmente contra as mulheres e LGBT.
 

“Nesse encontro discutimos o patriarcado e fizemos um lindo e doloroso momento de socialização das nossas vidas. Ali pudemos ver e ouvir de perto quais as opressões e violências vividas e enxergamos nossos desafios como mulheres e LGBT Sem Terra”, afirmou.
 

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Para Tassi Barreto, da direção estadual do MST, o encontro contribui também para fortalecer a organização das mulheres e sujeitos LGBT, criar autoestima e construir solidariedade e ações para desconstruir o patriarcado e combater as violências que ceifam vidas dia após dia.

“Todo dia sofremos com o machismo e com a opressão de classe. Hoje aprendemos que não é uma coisa individual; isso é estrutural do capitalismo, portanto, teremos que fazer a transformação de forma coletiva, inclusive com os homens.”
 

O 1° Encontro de Gênero e Diversidade Sexual da região de Campinas é parte das atividades organizativas preparatórias para o Encontro Estadual de Gênero e Diversidade Sexual de São Paulo, previsto para acontecer em setembro e reunirá mulheres e LGBTs Sem Terra de todo o estado.
 

“Esse é mais um espaço construído fortalecendo as LGBT do campo. A auto-organização desses sujeitos fortalece uma esperança coletiva. O encontro estadual será um espaço com muita cor, ousadia, rebeldia e também de conspiração. Não vamos voltar para o armário e não iremos permitir que nosso lar seja um caixão. Enfrentaremos, contruindo uma nova sociedade baseada no respeito mútuo”, finalizou Kelvin Nicolas.