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Ação violenta contra manifestantes aconteceu agora de manhã. Foto: Juliana Barbosa/MST-PR


Da Página do MST
 

Na madrugada dessa sexta (14), cerca de mil pessoas paralisam os principais portões de acesso da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen) e da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), ambas da Petrobras, em adesão à Greve Geral.
 

A Guarda Municipal e a Polícia Rodoviária estão no local revidam com violência a manifestação. Confira a nota do MST no Paraná no Paraná em que repudiamos a opressão policial contra trabalhadores.
 

NOTA DE REPÚDIO
 

Durante a Greve Geral, do dia 14 de junho, trabalhadores foram violentamente atacados pela Guarda Municipal na rodovia federal BR 426 (do Xisto), em Araucária, região Metropolitana de Curitiba (PR). O ataque ocorreu a cerca de 1 km das unidades da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), ambas da Petrobras, onde ocorria a mobilização.
 

Como parte dos protestos da Greve Geral, houve um trancamento parcial da rodovia do Xisto. Impedidos pelo aparato policial de trancar a via, os trabalhadores se retiravam do local quando foram atacados pela Guarda com tiros de bala de borracha, o que caracteriza o ataque como covarde e criminoso contra trabalhadores em seu direito à greve. Os tiros acertaram três pessoas, entre eles um companheiro do MST, atingido com uma bala de borracha no rosto. O ferido encontra-se hospitalizado.
 

A repressão atenta contra a democracia e o direito de greve. A Rodovia Federal BR 426, está sob jurisdição da Polícia Rodoviária Federal, no entanto os tiros foram disparados pela Guarda Municipal de Araucária, agravando a situação, uma vez que não compete a uma guarda municipal atuar em área federal.  
 

A responsabilidade pelo ataque violento é do Secretário de Segurança  pública, Antônio João Franceschi Neto, e do Prefeito de Araucária, Hissam Hussein Dehain (PPS), que precisam ser responsabilizados pela ação.
 

Nós trabalhadores, neste momento político em que o Estado tenta retirar direitos mínimos conquistados pela classe trabalhadora, lutaremos pelo direito à aposentadoria, à educação pública e pela soberania nacional. 
 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Frente Brasil Popular, Sindipetro, Sindiquímica, professores e caminhoneiros que participavam da atividade repudiam qualquer ataque contra a classe trabalhadora. 
 

Repudiamos a opressão policial contra trabalhadores, denunciaremos qualquer violência contra aqueles que lutam por direitos.   


Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PR)
 

Araucária (PR), 14 de junho de 2019.