Da Página do MST

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Foto: Fernando Solidade


O MST publicou nesta quinta-feira (16) uma nota em apoio à luta dos trabalhadores da cultura, empenhados na garantia de que os projetos aprovados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) tenham os recursos empenhados e possam ser executados.


A nota denuncia os ataques que o governador do DF, Ibaneis Rocha, vem realizando contra a cultura e a educação, a partir da militarização das escolas e da segurança pública, dentre outros segmentos.
O FAC é o maior instrumento de incentivo à cultura do DF, responsável por gerar mais de 10 mil empregos diretos.


A nota ainda destaca o MST como um movimento cultural por valorizar preservar e fortalecer manifestações de cultura popular em seus territórios, bem como desenvolver experiências estéticas em diversas linguagens.


Confira a nota na íntegra.


Nota do MST em apoio aos trabalhadores da Cultura e pelo FAC


 O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem por meio desta manifestar seu apoio à luta dos trabalhadores da cultura, artistas de diversas linguagens, empenhados na garantia que os projetos aprovados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), no edital de 2018, tenham os recursos empenhados para que os projetos possam ser executados. A luta do MST pela construção de uma sociedade com oportunidades iguais para toda a população passa pelo combate a todas as formas de latifúndio: da terra, da educação, da comunicação e da cultura.


O Fundo de Apoio à Cultura é uma importante conquista da classe artística do Distrito Federal. Por meio desta lei, é possível garantir uma maior valorização da cultura popular, em oposição à Indústria Cultural. Com o FAC, há uma descentralização das atividades culturais, estímulo às expressões artísticas nas periferias, além de um fomento e fortalecimento da economia nestes territórios.


O cancelamento de editais de 2018 e de recursos destinados a projetos aprovados pelo FAC demonstra um descompromisso do atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com a Cultura. O governador quer fazer do DF um laboratório para os ataques de Jair Bolsonaro, no campo da segurança pública, da educação, da cultura, entre outros. Com o corte destes recursos, 364 projetos são cancelados, afetando uma área que envolve 10 mil trabalhadores diretamente e mais de 30 mil indiretamente. Tais ataques à cultura somarão milhares de novos desempregados ao quase 14 milhões já existentes.


O MST resiste há trinta e cinco anos na história brasileira, e é reconhecido mundialmente por ser um dos maiores movimentos sociais do planeta, tendo construído uma concepção específica de Educação do Campo, que posteriormente se tornou política pública de referência no Brasil, com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária.


A Cultura e a Arte são consideradas estratégicas para o MST, que se compreende como um movimento cultural por valorizar, preservar e fortalecer manifestações de cultura popular existentes em seu território, bem como desenvolver experiências estéticas em diversas linguagens. Existem no MST as Brigadas Cândido Portinari, de Artes Plásticas, João das Neves, de Música, Patativa do Assaré, de Teatro, Eduardo Coutinho, de Audiovisual, e a Frente Palavras Rebeldes, de Literatura e Poesia.
 

Nossos assentamentos, acampamentos, escolas e centros de formação estão abertos para a produção e circulação da Arte e Cultura produzida pelas e pelos artistas do Distrito Federal e entorno!
Seguiremos em solidariedade e ao lado dos trabalhadores da cultura, em defesa do FAC, da cultura popular, combatendo a Indústria Cultural e denunciando os ataques do governo Ibaneis e Bolsonaro!


 Alerta! Desperta! Ainda cabe sonhar!


 MST: por Terra, Arte e Pão!
 

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – Distrito Federal e entorno


Brasília, 16 de maio de 2019