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 Para enfrentar e explorar as contradições atuais, de acordo com Walter Sorrentino, é preciso “conectar as frentes de artistas, juristas, Brasil Popular, Povo Sem Medo e todas as outras em um grande elo” que tenha na bandeira da defesa da democracia a qualidade dessa ligação.


Por Comunicação FBP
Foto: Guilherme Gandolfi/Central de Mídia FBP

 

Realizada em meio ao reposicionamento dos movimentos sociais para enfrentar o novo ciclo político, a III Conferência Nacional da Frente Nacional Popular recebeu hoje a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-embaixador Samuel Pinheiros Guimarães, o deputado federal Alexandre Padilha e o vice-presidente do PCdoB Walter Sorrentino para estimular a discussão sobre o novo cenário político brasileiro. A atividade começou hoje (30) na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema.
 
Contexto este marcado por um governo autoritário, neocolonial, neoliberal. Com forte submissão aos interesses dos Estados Unidos que visa disputar com a China e a Rússia, o Brasil é mais um peão na mão do governo de Donald Trump. “O Trump não é maluco. Ele segue um projeto de reorganização do mundo”, afirmou o ex-embaixador Samuel Pinheiros Guimarães.
 
Outro marco é o rebaixamento da política provocado pela financeirização do capital. Alvo de uma campanha permanente promovida pela mídia e outros setores, a atividade política é desconstruída como atividade coletiva e tem assim, o consequente esvaziamento de o sentido de democracia. 
 
"A questão da representação está sendo questionada na tentativa daqueles que dirigem e tentam enfraquecer de forma sistemática as demandas da sociedade e esse movimento tende a desmoralizar a política”, defendeu a ex-presidente Dilma.
 
A briga entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia que tomou conta das páginas e manchetes dos jornais nesta semana demonstra a crise  com confrontos institucionais que envolvem os poderes legislativo, executivo e judiciário. É uma das contradições no novo quadro político.

Construir uma alternativa para retomada dos direitos, da democracia e da soberania é tarefa de todas as organizações que fazem parte da Frente Brasil Popular. "Precisamos conversar com povo, reconectar, dialogar através da defesa da aposentadoria. Precisamos ter ato, mas é essencial ir conversar com o povo, bater nas portas, realizar atividades nas praças, mostrar o que representa a proposta de acabar com a aposentadoria”, apontou Alexandre Padilha.
 
A Conferência termina amanhã e apontará caminhos para o fortalecimento da unidade do conjunto dos movimentos sociais, proposta de calendário e eixos de atuação para o próximo período.