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Feira realizada em Itinga do Maranhão


Por Reynaldo Costa
Da Página do MST


As famílias do acampamento Marielle Franco realizaram no sábado (23) a primeira feira de produtos da reforma agrária do município de Itinga do Maranhão. A recepção da população foi tamanha que em poucas horas todos os produtos haviam sido vendidos.


Os trabalhadores rurais saíram as 3h horas da manhã do acampamento; por volta das 7h da manhã, os produtos já estavam expostos e, antes do meio-dia, todos os produtos haviam sido vendidos. Segundo a avaliação do coletivo de produção, a feira foi um sucesso e deve ser realizada mais vezes a pedido população.


Pessoas que passavam pela feira faziam questão de declarar apoio aos acampados e mostrar satisfação com a iniciativa dos trabalhadores. “É a primeira vez que uma feira como esta é realizada aqui no Itinga. Nós realmente precisamos de mais momentos como estes” declarou Maria de Lurdes, professora que carregava uma sacola com feijão e abóbora.


Iolanda Silva comprou milho e verduras e ressaltou o caráter saudável da produção: “Estou contente em poder levar para casa alimentos sem veneno! Esperamos que mais feiras assim aconteçam”.

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Feira realizada em Itinga do Maranhão


O objetivo da feira era mostrar para a cidade que é possível ter alimentos saudáveis e mais baratos se houver mais engajamento da população na luta pela reforma agrária. Paralelo à feira, um ato político foi organizado em apoio ao acampamento para receber militantes sociais de várias cidades da região.


Antônio Crecenso, secretário-adjunto de agricultura de Itinga do Maranhão mostrou apoio aos Sem Terra: “É importante que a população urbana entenda que, se o camponês não plantar, vai faltar alimento na mesa de todos”. O secretário colocou órgão municipal à disposição dos acampados para um diálogo no intuito de ajudar em futuros eventos.


Também participaram do ato professores, militantes de direitos humanos e autoridades locais. O acampamento Marielle Franco está localizado em Itinga do Maranhão, na região sudeste do estado. Com cerca de 60 hectares de área cultivada, as 150 famílias ainda estão ameaçadas de despejo.

 

 

*Editado por Fernanda Alcântara