Por Maura Silva 
Da Página do MST 

 

Era 8 de dezembro de 1987 quando um israelense bateu com um caminhão contra dois carros cheios de palestinos na Faixa de Gaza, com o choque dois palestinos morreram e muitos ficaram feridos. No funeral, o exercito israelense agiu contra um grupo de pessoas que se manifestavam contra as ocupações, o grupo revidou e os oito acampamentos da região entraram no confronto, ali irrompeu a primeira Intifada.



O levante se espalhou por todas as regiões da Palestina ocupada, toda a revolta dos palestinos com a situação a que são submetidos tomou às ruas.


Na tentativa de conter as manifestações, o então primeiro ministro de Israel Yitzhak Rabin ordenou que o exército “quebrasse os ossos” dos manifestantes palestinos. O exército israelense levou a cabo as ordens e, ao sentir que as manifestações cresciam em todo o território, começou a usar munição letal contra os palestinos. Cinco anos depois de iniciados os conflitos foi assinado o Acordo de Oslo, na ocasião, Palestina e Israel se comprometeram, com intermédio dos Estados Unidos, em negociar uma solução para os confrontos que deixaram 1200 palestinos mortos.


A Intifada também foi um protesto de organização sem precedentes na história palestina. A organização de comitês de trabalho voluntário, de mulheres e sindicatos profissionais, foram cruciais na difusão de ideias de solidariedade em todo o mundo. A criação de uma Direção Nacional Unificada da Intifada, cuja tarefa consistia em formular as reivindicações imediatas de ordem nacional e estabelecer técnicas de resistência, demonstrando uma grande capacidade de mobilização dos palestinos. 


Desde então, a data ficou marcada como um dos símbolos da luta e da resistência do povo palestino.


A segunda Intifada começou em setembro de 2000, depois de uma visita de Ariel Sharon à Esplanada das Mesquitas, lugar sagrado para os muçulmanos. Os confrontos duraram quatro anos e deixaram mais de 3.300 palestinos mortos.


O processo histórico de levante do povo palestino contra ocupação israelense dura até os dias de hoje. A resistência diante do roubo sistemático de território é marca de todo um povo que também da solidariedade internacional para manter viva a luta contra o sionismo.

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Internacionalismo


Desde 2011 o MST organiza a Brigada de Solidariedade Ghassan Kanafani, que reúne militantes da Via Campesina e outros movimentos para o trabalho voluntário na colheita de azeitonas em vilas da Cisjordânia, o movimento também atua ativamente em campanhas pela libertação dos prisioneiros políticos.


Além disso, no Brasil cresce a solidariedade ao povo palestino, apesar do avanço dos acordos entre governos Brasil-Israel, várias iniciativas vêm se desenvolvendo no país.


São muitas as organizações que hoje realizam debates, cursos, atos, seminários, encontros, atividades culturais, manifestações contra a política de genocídio, limpeza étnica e apartheid de Israel.