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Foto: Adilvane Spezia

 

Do Fórum de Comunicação para a Integração da Nossa América (FCINA)


A disputa pela cadeira presidencial do enorme país sul-americano está no olho do furacão. O tema das eleições no Brasil e quem ser seu próximo presidente aparecem na primeira página dos principais meios de comunicação da região. A respeito, o Fórum de Comunicação para a Integração da Nossa América (FCINA) conversou pela internet com o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Jaime Amorim, durante a transmissão do programa de rádio Integrando Nossa América.


Durante o programa, Amorim destacou que há uma disputa muito forte, na qual o povo brasileiro está nas ruas defendendo a democracia, enquanto a burguesia do país, “reacionária e neofascista”, com o apoio de grupos estrangeiros, está fazendo o possível para gerar ódio entre o povo e contra o Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual Fernando Haddad é candidato.


“Se o Haddad ganha as eleições, avançaremos nas conquistas do povo brasileiro”, disse o dirigente do MST, ao recordar que Lula está proibido de participar das eleições do próximo domingo, 7 de outubro, e que continua preso injustamente. Ao mesmo tempo, indicou que Haddad representa também relações internacionais autônomas e soberanas e por isso fez um chamado para que não votem naqueles que submeteram  o Brasil ao ponto de torná-lo novamente um “sub-império, um articulador do império na região”.


Ele também informou que a burguesia brasileira, representada por Jair Bolsonaro, tem a intenção de combater os governos populares da região e desintegrar a integração regional. “Bolsonaro representa a ofensiva contra os governos populares da região”, pontuou. Ao contrário, Haddad defende uma postura soberana do Brasil a partir do ponto de vista das relações internacionais e da integração.


Amorim comentou que os próximos dias são cruciais e que o povo brasileiro seguirá nas ruas defendendo a democracia e indicou que há duas agendas midiáticas no Brasil; uma comandada por assessores de Israel e a extrema-direita de Bolsonaro. E outra por parte de grupos da mídia brasileira que estão trabalhando em uma agenda de ódio antipetista. “Das empresas golpistas não podemos esperar nada”, disse.


O dirigente ressaltou que aqueles que votarão no Bolsonaro estarão votando pelo passado, enquanto aqueles que apostam em Lula-Haddad estarão apostando em uma revolução republicana. “As propostas de Bolsonaro são: retrocesso na democracia, submeter o Brasil aos interesses internacionais, a intolerância contra a comunidade LGBT, entre outros pontos”, completou.


Jaime Amorim foi um dos seis participantes da greve de fome de 26 dias que denunciou a intensificação da miséria no Brasil após o Golpe, colocou em discussão o papel do Poder Judiciário [na prisão de Lula], se manifestou contra os retrocessos na democracia e exigiu a libertação do ex-presidente.

*Editado por Iris Pacheco