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Foto: Dowglas Silva

 

Por Iris Pacheco
Da Página do MST

 

Na noite da última segunda-feira (20), movimentos populares organizados na Frente Brasil Popular iniciaram uma vigília de solidariedade à greve de fome por justiça no Superior Tribunal Federal.


Segundo Ênio Bohnenberger, da coordenação nacional do MST, o que tem sido feito com o ex-presidente é uma grande injustiça. Por isso, a intensa mobilização dos movimentos nas denuncias dessas arbitrariedades.


"Ele não cometeu crime algum e precisa ser livre, como bem foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Por isso, a vigília é em solidariedade à Lula e os sete grevistas que denunciam esse processo", afirma Bohnenberger.


Com velas e faixas, a demonstração de apoio e solidariedade à greve de fome também tem o objetivo de pressionar a presidente do STF, a ministra Carmen Lúcia, a colocar em pauta as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC), que questionam a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância e possibilitariam a soltura do preso político e candidato à presidência Luís Inácio Lula da Silva.


Para Sônia Maria, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a greve de fome é mais um instrumento de pressão para que essa votação da ADC seja feita pela ministra.


Iniciada em dia 31 de julho, a Greve de Fome por Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) já dura 23 dias. Os militantes Jaime Amorim, Vilmar Pacífico e Zonália Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rafaela Alves e o Frei Sergio Görgen, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA),  Luiz Gonzaga Silva, o Gegê, da Central de Movimentos Populares (CMP) e Leonardo Soares, do Levante Popular da Juventude, que se juntou após uma semana de greve, já mostram sinais de fraqueza e fadiga.


No entanto, as visitas e a solidariedade nos atos inter-religiosos que acontecem todos os dias na frente do STF,  os mantém firme em seu propósito. Todos eles mantém muita lucidez naquilo em que acreditam. A consolidação da consciência, a síntese do discurso nesse momento, afirma Sonia.


Em Belo Horizonte, a onda de solidariedade em apoio aos grevistas ocorrerá todos os dias, a partir das 18h, em frente ao Palácio da Justiça.


*Editado por Maura SIlva