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Da Página do MST 
Fotos: Elitiel Guedes


Começou nesta quinta-feira (21) em São Luís, no Maranhão, o Encontro Nacional do Setor de Saúde do MST, a atividade que reúne representantes militantes de 13 estados do país, tem o objetivo de traçar a atuação do setor para os próximos anos, além de aprofundar a discussão sobre como o atual cenário político afeta as politicas públicas no campo da saúde.


A saúde e o MST


Nas primeiras ocupações do MST houve a valorização do cuidado popular. Com o passar do tempo, o movimento constituiu o Setor Nacional de Saúde, que tem entre suas bandeiras de luta a busca por uma saúde não comercial e cada vez mais democrática.

 

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“Desde as primeiras ocupações, tínhamos a preocupação de resolver situações relacionadas à saúde dos acampados, mas a organização de um setor nacional, que com o tempo foi refletindo sobre o seu papel na Reforma Agrária Popular, começou em 1998, com um curso de formação técnica e política no Instituto de Educação Josué de Castro, na cidade gaúcha de Veranópolis.
À época, tínhamos muitas alianças com diversos profissionais da área que queriam contribuir com a construção da saúde nos nossos acampamentos e assentamentos”, explica Mercedes Queiroz, do coletivo nacional do Setor de Saúde.


Hoje, o setor, ainda em conjunto com outras organizações populares, tem em seus debates permanentes a construção de uma nova concepção da saúde que, segundo Mercedes, vai além da teoria de que ela é somente a ausência de doenças. “A saúde é atacada quando o povo tem seus direitos básicos retirados e sofre pela falta de trabalho, de casa e de educação, quando aumentam os preços das passagens dos transportes. Para o MST, saúde também tem relação direta com as condições de vida e de trabalho da população. É por isto que ao lutar pela Reforma Agrária Popular e pela produção de alimentos saudáveis, nós também estamos lutando por saúde”, diz.


Ainda segundo Queiroz, diante da atual conjuntura de perdas, golpe e desmonte das conquistas é preciso perceber o quanto a democracia ‘faz bem’ à saúde. “Somente com a garantia real de políticas públicas é que podemos conquistar bem estar e saúde. Caso contrário, veremos dia após dia um povo adoecido, explorado e sem condições dignas de cuidado e sobrevivência”, finaliza.


O Encontro Nacional de Saúde do MST segue até o próximo domingo (24) com uma vasta programação de debates, apresentações e rodas de conversa.

 

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