Por Mariana Castro
Da Página do MST
 

Dia 5 de maio de 1818, nascia Karl Marx. Mesmo depois de 200 anos, é a maior referência para o movimento operário no que diz respeito à necessidade de organizar os trabalhadores para romper as estruturas do capitalismo e construir uma nova sociedade. 
 

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Neste mesmo dia, no ano de 2018, a 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária rememorou o seu legado no espaço do Café Literário, com a participação de João Pedro Stedile, da coordenação do MST. 
 

“É uma obrigação de toda a militância da esquerda brasileira celebrar essa data. Não como algo piegas ou dogmático, mas o mundo inteiro deve ao Marx a sua genialidade de, enquanto cientista, ter desvendado como funciona a sociedade capitalista. Seja no modo de produção, nas classes sociais que resultam disso, na estruturação do estado burguês e na superação de tudo isso, que é a luta política que a classe trabalhadora precisa fazer”, explica Stedile. 
 

Doutor em Ciência Política, o professor Sérgio Braghini explica que na conjuntura política em que vivemos, uma homenagem a Marx é ainda mais grandiosa. “Quando acompanhamos a prisão do Lula, acompanhamos a prisão do que ele representa. E o que ele representa parte justamente da classe do qual Marx vivia nos dizendo: a luta de classes. Tanto faz todo o processo jurídico em jogo, tanto faz a lei, ele na verdade foi preso pelo que ele representa. Então nesse momento, Marx é não só atual, como podemos dizer que é quase um profeta”, destacou.
 

Stedile reforça que “reverenciar o Marx é trazê-lo para a atualidade, é utilizar os seus conhecimentos para interpretar a sociedade brasileira e sabermos que a nossa missão é, mais do ficar se rotulando enquanto Marxistas, fazer o que ele fazia. É ter a práxis política. Como ele dizia, “não basta interpretar a sociedade capitalista, é preciso transformá-la”.
 

No espaço do Café Literário é possível encontrar obras clássicas de Marx, oferecidos pela Editora Expressão Popular, além de cerca de 2 mil títulos de obras das áreas de educação, comunicação, direito, história e literatura. Esse é justamente o cumprimento de um dos legados de Marx, que reclama em suas obras a necessidade de formação política dos trabalhadores e trabalhadores.
 

“Foi muito bom celebrarmos o nascimento de Marx, que continua sendo a principal referência para a classe trabalhadora. Enquanto o capitalismo existir, ele será nossa grande filosofia. Enquanto houver luta de classes, enquanto tiver exploração, trabalhadores sendo esmagados, Marx será uma referência fundamental, comemora o professor de Sociologia, Fernando Campos.
 

Acompanhe o especial da 3ª Feira da Reforma Agrária.
 

*Editado por Gustavo Marinho