Da Página do MST​
 

Por meio de nota, os trabalhadores e trabalhadoras do MST do Rio Grande do Norte denunciam, nesta quinta-feira (03),  a violência do terceiro atentado praticado contra os moradores da Comuna Urbana, situada na BR 304, em Mossoró.

 
O atentado aconteceu nesta madrugada, quando um grupo desconhecido invadiu o acampamento, destruindo as barracas e os pertences das famílias que vivem no local. Não houve registro de feridos, pois com o aumento da violência contra a Comuna, registrado há quase um mês, as pessoas passaram a dormir fora do local.

 
A violência contra as famílias da Comuna Urbana teve início no dia 25 de abril e se repetiu em 01 de maio, todos pela madrugada, com ataque a tiros, que feriram alguns acampados e instalaram o pânico no local.

 
O MST cobra das autoridades a segurança das mais de 200 famílias acampadas no local e agilidade na investigação dos atentados, bem como o atendimento das reivindicações dos acampados.

 
Confira a nota completa:
 

Nota à sociedade do Rio Grande do Norte
 

O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) comunica a sociedade, especialmente, às autoridades públicas, que na madrugada do dia 03 de maio, foi praticado o terceiro atentado contra a Comuna Urbana organizada pelo movimento, situada na BR 304, em Mossoró-RN. 

 
Os dois ataques anteriores aconteceram nos dias 25 de abril e 01 de maio, todos pela madrugada, com tiros que deixaram as famílias em pânico e feriram alguns ocupantes. 

 
Desta vez, um grupo desconhecido novamente entrou na ocupação e destruiu barracas e pertences. Em razão do agravamento da insegurança nos últimos dias, as famílias tinham sido orientadas a dormirem fora da Comuna, por essa razão, não houve feridos.

 
Este triste episódio demonstra que a violência contra os movimentos sociais populares está cada vez mais intensa e a necessidade de uma atuação urgente das instituições estatais sobre a situação, antes que ocorra alguma tragédia. 

 
Exigimos que as autoridades investiguem com rapidez a origem dos atentados, garanta a segurança das 220 famílias acampadas e iniciem o diálogo para atendimento das reivindicações apresentadas.

 
A área ocupada pertence ao Estado do Rio Grande do Norte e não cumpre sua função social. A Comuna é um ato político que denuncia esse descaso e exige que a função social daquela terra seja cumprida, atendendo ao direito à moradia de famílias que não têm casa.

 
A especulação imobiliária em Mossoró ignora as reivindicações e procura incorporar terras públicas ao patrimônio privado, mesmo que seja por meio da violência. 

 
Resistimos e defendemos que os bens públicos devem se voltar ao benefício do povo, garantindo a moradia como um direito fundamental de todos e todas.

 
Mossoró, 03 de maio de 2018.
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
 


*Editado por Solange Engelmann