Por Comunicação do MST/PR
Da Página do MST

 

Em 2 de maio de 2000, o trabalhador Sem Terra Antônio Tavares foi assassinado durante um massacre promovido por policiais militares. O agricultor estava vindo à Curitiba para participar da Marcha pela Reforma Agrária organizada pelo MST em comemoração ao Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras.
 

Na companhia de aproximadamente outros mil trabalhadores do Movimento, quando chegaram a entrada de Curitiba na BR-277 o ônibus em que o trabalhador estava foi interceptado pela Polícia Militar do Paraná, que feriu 185 dos trabalhadores e assassinou Antônio Tavares Pereira, na época com 38 anos e pai de 5 filhos. No local do massacre, um monumento criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer homenageia o trabalhador.
 

O assassinato de Antônio Tavares foi um dos casos que levou o estado do Paraná a ser condenado no Tribunal Internacional dos Crimes do Latifúndio. A atividade, promovida por organizações e movimentos sociais no dia 2 de maio de 2001, denunciava diversos outros casos de assassinatos de trabalhadores rurais sem terra.
 

Na época, o Governo do Estado foi considerado culpado pela ação e pela omissão em casos de violência no campo.
 

*Editado por Gustavo Marinho