Da Página do MST 


A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) usou balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogênio contra professores e outros servidores da rede estadual de ensino, em Igarapé, na Grande Belo Horizonte, nesta quarta-feira (28), em vídeos publicados nas redes sociais é possível ver a violência desmedida usada contra os servidores. O MST condena veementemente a forma como os professores foram tratados e exige imediata investigação e posterior punição dos responsáveis. 

 

Acompanhe:  

 

Os(as) professores(as) da rede estadual de educação, em greve desde o dia 8 de março, foram violentamente coagidos pela Polícia Militar, na manhã desta quarta-feira, 28 de março. Eles realizavam uma manifestação na cidade de Igaparé, Região Metropolitanta de Belo Horizonte.


Exigimos a apuração do ocorrido e a punição dos responsáveis. Conhecemos bem a eficiência da Polícia Militar mineira, quando se trata de defender interesses privados e atuar como agente repressor dos trabalhadores e trabalhadoras organizados e em luta. Vivenciamos abusos constantemente no campo, como nos recentes casos de despejo, cárcere das mulheres e os tiros de bala de borracha, no dia 20 de março.


Tais abusos são fruto de um acirramento da luta de classes e dos ânimos daqueles que tem interesses em fragilizar e até mesmo destruir nossas organizações.


As ameaças  constantes, assassinatos de militantes, agressões interessam apenas às elites, à burguesia, que através da propagação da violência e do medo criam uma instabilidade, que objetiva o aprofundamento do golpe e a continuidade do esfacelamento da nossa frágil democracia. O recente atentado ao presidente Lula aponta para o mesmo caminho.


Sempre nos posicionamos como guardiães da democracia e defensores dos direitos, unidos através da frente à qual chamamos de Quem Luta Educa, forjada na grandiosa greve de 2011, que durou mais de 100 dias.


Continuaremos lutando de todas as formas possíveis para restabelecer o respeito e a integridade das instituições brasileiras. É através da nossa luta que apontamos os caminhos para superar a crise atual e transformar esta sociedade injusta e falida.


Por isso, as reivindicações dos educadores precisam ser atendidas e os abusos da Polícia Militar, contidos imediatamente.