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Por Viviane Brigida
Da Página do MST

 

Na manhã desta quinta-feira (22) em Parauapebas, sudeste do Pará, cerca de mil trabalhadores Sem Terra e de outras organizações populares ocuparam a sede da prefeitura municipal de Parauapebas.


Ação fez parte da mobilização nacional dos trabalhadores e trabalhadoras que ocorreu no município após 15 meses de espera por medidas distributivas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).


A ação também denunciou a paralisação e o abandono da Reforma Agrária pelos governos municipal, estadual e federal; os 20 anos do assassinato de Onalício Barros (Fusquinha) e Valentim Serra (Doutor) cujos os mandantes continuam soltos e impunes; os despejos das famílias acampadas no sul do Pará e a ausência de diálogo e participação dos trabalhadores na mudança da gestão da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror).


Em a ocupação em assembleia realizada dentro da prefeitura, os trabalhadores  decidiram permanecer por tempo indeterminado até que sejam recebidos pelo prefeito Darci Lemen (MDB).

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Divulgação/MST


A decisão de manter a ocupação foi unânime entre os movimentos e organizações participantes. Além dos camponeses e camponesas do MST, participam integrantes da Fetraf (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), MAM (Movimento dos Atingidos pela Mineração), Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cooperativas, associações e organizações comunitárias.


Os movimentos populares afirma que: “querem aprofundar o debate público com os trabalhadores sobre a aplicação da CFEM e também mudanças na gestão da Sempror, pois diferente do que diz o governo, pesquisas internas dizem que o mesmo tem índice de rejeição de 80% no município e de 96% na comunidade rural onde morava.