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Da Página do MST

 

Movimentos populares ocuparam nessa manhã a ferrovia utilizada pela mineradora Chinesa  (CMOC) e da estadunidense (Mosaic Fertilizantes), impedindo a circulação do trem de carga de fosfato e nióbio.


A cidade vem sofrendo um colapso social em várias áreas por conta da mineração. Falta de água, poluição do ar e o aumento de casos de câncer são apenas alguns dos problemas que estão afetando o povo catalão.


Segundo a Universidade Federal de Goiás (UFG), por conta da mineração o lençol freático tem sido rebaixado em razão do uso indiscriminado de água pelas empresas.


No campo, as propriedades rurais tem vivido constantemente com a problemática da deterioração do solo, da seca de suas nascentes, riachos e fontes hídricas que acarretam a impossibilidade da agricultura e a morte de animais. Isso sem mencionar o risco de transbordo de barragem de rejeitos das mineradoras.
 

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Na cidade, a poluição do ar que inclusive passou a ser chamada de “cheiro de barata” produzido pelas mineradoras, é um dos principais responsáveis pela contaminação do ar. Isso é causado pela emissão acima do limite de flúor, fruto do beneficiamento do fosfato.


Além de todos esses prejuízos, as mineradoras não pagam impostos para minerar em Catalão. O que deveria ser uma obrigação já se transformou em uma dívida que ultrapassa 200 milhões de reais.


Para dona Josefina da Silva, moradora da zona rural, é hora de dar um basta na destruição das mineradoras na cidade “Ficamos sem água, com as doenças que vem desse cheiro de barata e eles ficam com nosso dinheiro vendendo os minérios para fora do país”, reclama.


A ação é organizada pelo Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), MST e pelo Movimento Camponês Popular (MCP).

 

 

*Editado por Rafael Soriano