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Fotos: Aline Oliveira 

 

Por Aline Oliveira
Da Página do MST


Ontem (8), cerca de cinco mil mulheres Sem Terra, organizadas pela Frente Brasil Popular, ocuparam as ruas do centro de Fortaleza para denunciar as os retrocessos, retirada de direitos e a violência contra a mulher.


Tradicionalmente, no 8 de março, movimentos populares, sindicais e estudantis mobilizam-se para denunciar as situação de desigualdade enfrentada pelas mulheres no mundo. 


Regidas pelo lema: "Mulheres nas ruas contra o golpe, pelo fim da violência, contra as reformas e pela democracia", as mulheres mostraram que são elas as primeiras a sofrer com os impactos da crise econômica e da retirada de direitos promovida pelo governo de Michel Temer.


Durante a manifestação as Sem Terra também denunciaram a insegurança social que agrava as situações de violência que se vive nos centros urbanos. No Ceará, mais de 50 mulheres foram assassinadas só em 2018, muitas em situações de violência doméstica. 

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Fotos: Aline Oliveira 


Para Naira Silva, dirigente do setor de gênero do MST,  fala sobre as motivações das lutas neste oito de março:


“Para nós o poder público, Congresso e judiciário não estão interessados em combater essa realidade. Ao contrário, violam direitos, realizam intervenções militares, apoiam o neoliberalismo, reforçando o poder do patriarcado e o controle sobre as vidas das mulheres. Diante disso, nos mobilizamos para defender e realização e a retomada de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, a revogação da reforma trabalhista, o direito de Lula ser candidato, soberania energética e alimentar, Reforma Agrária e urbana popular.”

 

*Editado por Maura Silva