Da Página do MST


Na manhã desta quinta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, cerca de 300 mulheres camponesas integrantes do MST, ocuparam a Fazenda Entre Rios que fica no município de Jaciara, 150 km ao sul da capital do estado, Cuiabá.


A Fazenda Entre Rios fica a 25 km de Jaciara na estrada Cachoeira da Fumaça e pertence ao Grupo AGP que ainda atua nos municípios de Campo Verde e Primavera do Leste. A área está penhorada no Banco do Brasil por dívidas de empréstimos e dívidas na Receita Federal e não pagamento de impostos. Além disso, consta na Justiça do Trabalho 10 processos trabalhistas e, conforme a Constituição Federal a propriedade rural deve cumprir sua função social, sendo que uma delas é a obediência às regras trabalhista e direitos dos empregados (Artigo 186 inciso II da Constituição Federal).


As mulheres Sem Terra denunciam a FARSA que é a reforma previdência proposta pelo governo GOLPISTA de Michel Temer e que não falta recursos financeiros para mantê-la. É preciso combater a sonegação de impostos dos empresários e cobrar os grandes devedores da Previdência, entre eles milhares de latifundiários e grandes empresas do Agronegócio e dos Bancos como: JBS, Marfrig, Friboi, Banco Bradesco, Banco Santander, Banco Itaú, Usinas Itamarati, Vale S.A. etc. Além disso, é necessário combater a evasão de divisas de empresas do Agronegócio realizada por empresas offshore como por exemplo a Amaggi & LD Commodities S.A. Os Empresários, Bancos e o Agronegócio devem pagar impostos como todo brasileiro comum paga seus impostos.


“Ressaltamos que o golpe foi dado com total apoio do Agronegócio e em troca, no ano de 2017 o governo federal paralisou completamente a reforma agrária, assentando zero famílias no Brasil. É o pior governo para reforma agrária desde a redemocratização do Brasil em 1985”, salienta as trabalhadoras. 


As Mulheres do MST reivindicam ainda que o INCRA cumpra a sua função, vistoriando a área e que entre com processo junto a receita federal para que a área seja adquirida como forma de receber as dívidas de impostos sonegados deste latifúndio e caloteiro.


A ação integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra com o lema: “Quem não se movimenta, não sente as correntes que a prendem”, que desde o início da semana estão mobilizadas em todo o país. 


*Editado por Iris Pacheco