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Foto: Juliana Adriano

 

Por Juliana Adriano
Da Página do MST 

 

As 180 mulheres Sem Terra que ocuparam o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na manhã de ontem, seguem mobilizadas e, na manha desta quarta-feira (7), realizaram um debate no auditório do local. 


As mulheres afirmaram que a luta pela terra é de todas as famílias e de todos que entendem a necessidade da produção de alimentos saudáveis. 


Para Marcela, trabalhadora do Incra, "essa é uma semana de lutas, não de receber rosas. O dia 8 de março é o dia da mulher trabalhadora. A nossa identidade em comum é que precisamos vender nossa força de trabalho".


As Sem Terra, afirmaram estar cientes de que a violência sofrida pelas mulheres no campo, também é vivida na cidade. Porém, a situação nos acampamentos é extrema a exemplo da situação de despejo no acampamento Marcelino Chiarelo.


Márcia, dirigente do MST, afirmou que: "são muitos Marcelinos, nossas lágrimas correm pela certeza que esse não foi o primeiro e não será o último a ser tratado com tamanha violência".


Malu, trabalhadora do Incra, disse que: "como mulher, como cidadã brasileira, quero pedir perdão pela maneira por como vocês foram tratadas. Esse governo não enxerga o povo brasileiro. A maneira como vocês foram tratadas foi a pior coisa que já vi. O Incra não quer ser isso. É preciso ter mais humanidade no coração daqueles que estão lá em cima".


Atualização


Nesse momento, as mulheres Sem Terra estão em audiência com a Superintendência do Incra/SC reivindicando celeridade no assentamento de novas famílias, assistência técnica, crédito específico para mulheres e a Publicização da lista atualizada dos devedores da Fazenda Nacional.

 

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Foto: Juliana Adriano

 

*Os sobrenomes foram preservados por medida de segurança 

 

*Editado por Maura Silva