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Foto: David Robins

 

Por Agatha Azevedo
Da Página do MST 


A primeira formação da Jornada “Sim, eu posso!” começou neste domingo (04) e vai até o dia 08 de fevereiro, em Governador Valadares (MG). O projeto, realizado pela Secretaria de Educação do Governo do Estado e a Fundação Helena Antipoff, com apoio do Centro de Formação Francisca Veras, e das lideranças e movimentos sociais locais, irá espalhar os mais de cem brigadistas por oito municípios do estado para alfabetizarem mais de 1500 jovens e adultos utilizando a metodologia do “Sim, eu posso!”.

 

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Foto: Agatha Azevedo

Com a visão da educação como um processo social e de direito, que depende das condições de trabalho e de vida das pessoas, a Jornada “Sim, eu posso!” pensa a alfabetização como uma forma de libertação. A experiência vem de Cuba, que durante o seu processo revolucionário desenvolveu um sistema simples e rápido de ensino através da associação de letras e números e recursos radiofônicos.


“O método foi criado no Instituto Pedagógico Latinoamericano e Caribenho em 1961, quando a sociedade cubana decidiu erradicar o analfabetismo no país a partir de um sistema de códigos, permitindo a alfabetização em até 4 meses. A ideia é trabalhar o método cubano para além destes oito municípios e expandir por todo o estado de Minas Gerais. Serão 13 meses, com mobilização, alfabetização e com os Círculos de Cultura, que ajudam a fixar o hábito da leitura.”, explica Edilene, coordenadora do projeto.

 

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Foto: Agatha Azevedo

O projeto, trazido para o Brasil através do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, teve sua metodologia adaptada para a realidade brasileira ao longo de mais de 13 anos de brigadas populares atuando no campo, e se mostrou bastante eficaz em combater a evasão. Entendendo a educação como uma troca constante, os brigadistas do “Sim, eu posso!” irão alfabetizar respeitando e reconhecendo os saberes populares das pessoas, e entendendo a simbologia do ato de escrever para ler o mundo.


Os municípios que terão brigadas do “Sim, eu posso!” são Almenara, Novo Cruzeiro, Teófilo Otoni, Tumiritinga, Montes Claros, Itatiaiuçu, São Joaquim de Bicas e Ibirité, e eles já começam o trabalho de mobilização e inscrições de alunos a partir de fevereiro. Mais do que um tratamento livre de preconceitos e culpas, o projeto utiliza um método diferente, mais massivo, e que corresponde às expectativas dos que tem sede de conhecimento e já se projeta como uma ponte entre as primeiras palavras e a continuidade dos estudos.

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Foto: Agatha Azevedo