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"Estão jogando pesadamente para inabilitar Lula e estão inabilitando Lula pela sua condenação", diz Gebrim / Consulta Popular/ Divulgação

 
Por José Eduardo Bernardes
Do Brasil de Fato


Os partidos políticos, organizações de mídia e setores do judiciário que se articularam para patrocinar o golpe contpra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, farão de tudo para se legitimar nas eleições deste ano. É o que afirma Ricardo Gebrim, advogado e membro da Consulta Popular.


Gebrim participou nesta quinta-feira (1º), da plenária da Frente Brasil Popular, entidade que reúne movimentos populares, centrais sindicais e partidos olíticos, na Escola Nacional Florestan Fernandes, espaço formativo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no interior de São Paulo.


Para o advogado, que integrou a mesa de debates responsável por uma análise de conjuntura do país, apesar da articulação, as organizações golpistas não deverão ter vida fácil para eleger seu programa político, mesmo com as investidas do poder judiciário contra Lula, que teve seu recurso contra a decisão do juiz de primeira instância Sérgio Moro, negado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, no último dia 24 de janeiro.


"Estão jogando pesadamente para inabilitar Lula e estão inabilitando ele pela sua condenação. Mas esse é um desafio para eles, porque como vão se legitimar, ganhando eleições, com um programa impopular, que retira direitos, que apoia as medidas de retirada de direitos? Essas medidas são, na verdade, uma continuidade da destruição cometida pelo golpe e pelo Temer", diz.


Ele ressalta ainda que "todas as forças políticas reunidas aqui, todas as forças sociais têm essa compreensão clara, que é preciso dar centralidade nessa compreensão de que uma eleição sem Lula é uma fraude".


Gleisi Hoffmann, senadora e presidenta do PT, também participou da reunião. Para ela, a Frente e o partido devem se unir em torno da defesa do ex-presidente Lula para impedir que os partidos conservadores se mantenham à frente do país.


"Nós avaliamos que se o presidente Lula estiver fora do cenário, nós, enquanto campo democrático, progressista e popular, vamos perder condições de fazer uma disputa para valer em 2018. A disputa vai ficar entre os partidos da direita, da centro direita, não vai mudar o projeto. Nós temos um dever com o povo brasileiro, de defender a candidatura Lula, para que a gente tenha uma opção viável de fazer um enfrentamento na esfera eleitoral", ressaltou. 


Além da defesa da candidatura de Lula, a reunião da Frente Brasil Popular projetou as mobilizações que devem acontecer durante esse ano. No calendário, estão o 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher, a batalha para barrar a reforma da Previdência, e uma nova iniciativa: o Congresso do Povo.


O Congresso será realizada em diversas localidades do país, com o objetivo de dialogar com a população sobre os problemas do Brasil e, mais especificamente, a complexidade de cada local. Para Carmen Foro, vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), será importante aumentar a capacidade de mobilização do povo, por meio da iniciativa.


"O Congresso do Povo poderá deixar um lastro fantástico de mobilização, de articulação, de denúncia também, que nós precisamos fazer nos locais onde nós podemos ter acesso, frente à atual conjuntura. A importância também de manter a Frente Brasil Popular com unidade. Sem unidade nós não conseguiríamos dar passos que são necessários".


A reunião segue nesta sexta-feira (2), quando estão programados debates sobre a formatação do Congresso do Povo.