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Por Janelson Ferreira
Da Página do MST


Terminou neste sábado (16), no Centro de Formação Gabriela Monteiro, em Brazlândia no Distrito Federal, começou o 21º Encontro Estadual do MST do Distrito Federal e Entorno. A atividade reuniu cerca de 150 Sem Terras de todo o DF e das regiões de Nordeste Goiano e Noroeste Mineiro. 


Ao longo de três dias, o encontro debateu os desafios da Reforma Agrária Popular, feminismo camponês, luta de classes e trabalho de base. O espaço também serviu de preparação para o 18º Encontro Nacional do MST, que ocorrerá em janeiro de 2018. Na mesa de abertura foi realizada uma análise de conjuntura política e agrária do país. 


Paulo Kliass, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apresentou o cenário de golpe instalado no país desde que Michel Temer assumiu a presidência. “Utilizando um falso discurso de austeridade, com a chantagem de que não existe outra forma, Temer aprovou a PEC que dá ao país um retrocesso de, pelo menos, 20 anos” afirma. Ainda na mesma mesa, Rodrigo Rodrigues, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), apresentou uma síntese do debate que a entidade faz do último período. Segundo Rodrigues, “apesar de nosso trabalho essencial estar focado nas bases que possuímos, precisamos incidir em quem não está organizado”.


Para Marina Santos, da direção nacional do MST, o momento político exige que nossas formas de enfrentamento sejam radicais. “Nossa resistência não pode perder a alegria, o sorriso no rosto. 2018 deve ser de luta, resistência e alegria”, afirma a Sem Terra. Segundo Marina, as organizações precisam aprofundar o trabalho de base. “O jeito de se fazer trabalho de base precisa ser inovado, velhas formas não são mais comportadas. Nós, do MST, temos que massificar nossa base com mais acampamentos ainda”, ressalta a dirigente.


Compreendendo todo o Distrito Federal, noroeste de Minas Gerais e nordeste de Goiás, atualmente o MST-DF e Entorno tem cerca de 1500 famílias acampadas e 600 assentadas e organizadas. A partir dos debates do Encontro Estadual, aponta-se como um dos principais desafios do Movimento na região a consolidação das áreas e da organização das famílias, buscando a Reforma Agrária Popular.


Para isto, Marco Baratto, da direção nacional do Movimento Sem Terra, destacou a necessidade de unidade da classe. “Já está demonstrado que para alcançarmos a reforma agrária precisamos do apoio de classe das pessoas que vivem na cidade”.


Durante o encontro foi realizado um ato político com a participação de diversas organizações sociais, sindicatos, movimentos e partidos. O foco foi a demonstração da necessidade de unidade de toda a classe trabalhadora em torno do combate ao Golpe e, também, à luta pela Reforma Agrária Popular.