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Por Coletivo de Comunicação MST/SP


Na noite de ontem (15), a Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), promoveu o debate “O desmonte da Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil”, com ênfase no período atual do governo golpista. Participaram da atividade os ex-ministros da Educação Fernando Haddad, Aloísio Mercadante e Renato Janine Ribeiro, além do ex-presidente Lula. Também estiveram presentes o presidente da  Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, Douglas Rizzo, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação, Heleno Araújo, o vereador de São Paulo Eduardo Suplicy, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, a presidenta da Apeoesp, Bebel Noronha e Gilmar Mauro, da direção nacional do MST.


Em sua saudação, Gilmar Mauro reiterou o compromisso do MST com as lutas da classe trabalhadora e do povo brasileiro contra a direita golpista. “É necessário superar a ignorância política para resgatarmos a democracia em nosso país”, disse.

Os avanços da educação desde o nível básico ao superior durante os governos petistas e os retrocessos nos dois anos de governo golpista foram destacados por Fernando Haddad e Aloísio Mercadante. “Recentemente o IBGE divulgou que 23 milhões de pessoas voltaram à linha da pobreza desde o golpe”. Após um período de avanços sociais para inclusão e melhora da educação do país, destacados por Mercadante, como por exemplo, a política de cotas que fez com que hoje 28% das vagas nas universidades sejam preenchidas pela população negra.


“Algumas das principais ameaças do governo golpista para a educação brasileira, como a PEC do teto de gastos e a desvinculação do PIB na educação são retrocessos graves. Muita coisa está em jogo nesse cenário, agora e, principalmente em 2018”, disse Haddad.

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Já o ex-presidente Lula afirmou que a preocupação com a educação é para que haja desenvolvimento do país e que sem investimentos nesse setor, o Brasil continuará sendo um país exportador de minérios e de soja. “A gente não quer apenas ser exportador de commodities, a gente quer ser exportador de conhecimento e isso só acontece se a gente investir em educação”, disse.


Lula também mencionou a intenção dos fazendeiros em se armarem para proteger suas propriedades dos sem terra, que, segundo eles, são uma ameaça. “Eles querem fuzil para matarem sem-terra. Eu quero dar terra para matar a fome”.


A delegação do MST reunida no 29º Encontro Estadual, em Águas de São Pedro, esteve presente no debate, além de militantes de várias partes do estado. Durante a atividade, foram realizadas duas intervenções organizadas pelo Levante Popular da Juventude e pela juventude do MST.


A intervenção realizada pelos jovens militantes do MST provocou para reflexões sobre o atual cenário da educação pública brasileira e denunciou os retrocessos implementados pelo governo ilegítimo de Michel Temer, como o corte dos recursos para o Programa Nacional de Educação de Reforma Agrária (Pronera).


O orçamento do (Pronera) caiu de R$ 30 milhões em 2016 para R$ 11 milhões em 2017. Neste sentido, a mística do MST denunciou a mercantilização da educação e como ela vem sendo tratada pelos governos Temer e Alckmin