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Por Mariana Motta
Da Página do MST

 

Nos dias 07, 08 e 09, no Centro de Formação Maria Olinda (Ceforma) em São Mateus, cerca 150 trabalhadores Sem Terra de todo estado do Espírito Santo participaram do Encontro Estadual do MST.


O Encontro Estadual teve como objetivos avaliar, planejar, estudar e construir coletivamente a luta em defesa da Reforma Agrária Popular, e foi um importante espaço de estudo sobre a conjuntura política atual e do golpe contra a Reforma Agrária do ilegítimo governo Temer, a luta de classes e o papel do MST. Também foi feito o estudo do programa agrário do Movimento.


Além do estudo, o Encontro teve como grande objetivo, refletir sobre a organização do Movimento e também comemorar os 32 anos do MST no estado.


Embalados na mística que perpassou todo o encontro, foram afirmados compromissos em seguir lutando pela Reforma Agrária Popular, e a posse da nova direção estadual para o próximo período.


A intervenção dos Sem Terrinhas, com música, palavra de ordem entre outras ações, demonstraram a preparação para o Encontro Nacional dos Sem Terrinha que acontecerá em maio de 2018. A educação do Campo é um dos pilares na luta pela Reforma Agrária Popular.


Outra ação também marcante foi a intervenção de militantes que construíram e participaram das Feiras da Reforma Agrária, realizadas em vários estados em 2017. Foi exposta uma amostragem de produtos da Reforma Agrária, músicas e imagens que retrataram as Feiras enquanto ação e instrumento que materializam os frutos da Reforma Agrária e a relação com a sociedade, através da produção agropecuária, artística, cultural e científica.

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Durante o encontro, uma pequena banca de produtos foi organizada para expor parte da produção que o MST no Espírito Santo tem levado para as Feiras, como é o caso do café Terra de Sabores, que tem sido um dos produtos que chega à mesa de diversas famílias, tanto nas áreas de assentamento, como dos trabalhadores da cidade.


Segundo João Paulo Rodrigues, “a produção de alimentos saudáveis nas áreas de assentamentos, não restringe a ação econômica, mas torna-se uma luta contra o agronegócio. É uma das formas de prestar conta à sociedade a partir das áreas conquistadas”.


O MST no ES, durante o encontro, reassume compromisso junto a sua base e aos trabalhadores do campo e da cidade em continuar lutando pela terra e pela Reforma Agrária Popular, realizando ocupação nas áreas de latifúndio, do agronegócio e de corruptos, implantando a educação do campo, seguindo na luta para garantir que a terra cumpra sua função social, na missão de produzir alimento saudável para toda sociedade.

 

 

*Editado por Rafael Soriano