Do MPA 


Leila Denise, Josi Costa e Frei Sérgio Görgen do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) completam hoje, 9 de dezembro, o 5º dia em Greve de Fome contra a Reforma da Previdência que poderá ser votada a qualquer momento na Câmara dos Deputados.


A greve iniciou na manhã da terça-feira, 5 de dezembro, na Câmara dos Deputados isso porque, o Movimento compreende que a Greve de Fome é um recuso de luta e neste momento fazer Greve de Fome significa que alguns passarão fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome uma vida inteira.


“Estamos aqui em Greve de Fome no 5º dia, já são mais 120 horas sem comer. Essa greve que tem o intuito de mobilizar a luta contra a Reforma da Previdência”, relata a grevista, Leila Denise. Que ainda complementa, “queremos agradecer o apoio vindo de todas as forças, de todas as pessoas e organizações que tem se solidarizado com essa greve e contamos com todos vocês para continuar arduamente essa luta contra a Reforma que pode gerar a fome para muitas famílias, também contamos com vocês para engrossar as fileiras e continuarmos na luta por nenhum direito a menos, especialmente agora contra a Reforma da Previdência”, convoca, Leila.


O movimento denuncia as recentes propagandas do Governo Golpista que afirmam que os trabalhadores rurais estão de fora de texto da Reforma da Previdência. Durante Audiência Pública que debateu sobre o tema realizada dia 5/12 na Câmara dos Deputados, Movimentos Populares, Organizações Sociais e Parlamentares afirmam que isso não passa de uma mentira, uma manobra criada para desmobilizar e dividir a luta e resistência contra a Reforma da Previdência e que a mudança na Previdência Rural entrará via Emenda Aglutinativa à PEC 287/2016.


“Chamamos a atenção para a redação da Emenda que propõe além do aumento da idade e do tempo de trabalho inclui como regra 180 contribuições mensais individuais, ou seja 15 anos, para que o trabalhador e a trabalhadora acesse o benefício, ou seja, os trabalhadores do campo então dentro da Reforma da Previdência”, afirma Bruno Pilon da coordenação nacional do MPA e porta voz da Greve de Fome.