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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST


Nesta última terça-feira (5), 50 estudantes e quatro professores do curso de Licenciatura em Educação do Campo, com ênfase em ciências agrárias, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), visitaram a Escola Técnica do Campo Luana Carvalho, localizada no Assentamento Josiney Hipólito, em Ituberá, no baixo sul da Bahia.


Durante a visita, os estudantes conheceram algumas práticas desenvolvidas na escola, que possuem como carro chefe o debate da agroecologia.


As práticas estão ligadas ao debate implementado pelo MST, em torno da produção de alimentos saudáveis e o uso sustentável das tecnologias, chamadas de tecnologias sociais pela coordenação da escola. Exemplo desse processo, foi a instalação de um sistema de capitação e filtragem de água da chuva.


Além disso, os estudantes conheceram os quintais produtivos, que hoje tem produzido alimentos para escola e às famílias do assentamento; por fim, compreenderam como se dá o processo de auto-organização da juventude, considerado um fator importante dentro da prática educativa.


Parceria


A construção desses espaços tem contribuído no direcionamento do plano político da escola e na matriz curricular, questões que tem chamado a atenção da UFRB. A proposta é que a partir da visita possa se estabelecer uma parceria através de estágios com os estudantes do curso de ciências agrárias e por outro lado, a escola pretende encaminhar estudantes assentados, acampados e de comunidades vizinhas para entrarem num curso superior junto a Universidade.


O primeiro passo será dado nos meses de fevereiro e março quando oito estagiários da licenciatura estarão trabalhando, junto a equipe da escola, na construção do projeto político pedagógico. “A ideia é diminuir a distância que existe entre o conhecimento construído dentro da universidade das práticas populares”, explica Obede Guimarães, da coordenação da Escola Técnica e do coletivo de educação do MST na Bahia.


“A gente tá conseguindo conectar com essa parceria, a formação dos educadores da licenciatura com as experiências reais de educação do MST no baixo sul do estado”, afirma Guimarães.


Feliz com os resultados dessa parceria, ele diz também que essa aproximação abre a possibilidade dos jovens dos assentamentos e acampamentos fazerem o vestibular dentro da universidade. “Nossa expectativa é fazer que as experiências possam influenciar na formação de professores na universidade e a formação de professores na universidade contribuir no desenvolvimento das escolas do Movimento”, conclui.

 

*Editado por Maura Silva