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Por Wesley Lima
Da Página do MST
Fotos: Deko Araújo

 

Entre os dias 23 e 25/11, o MST realizou a primeira edição da Feira Estadual da Reforma Agrária no Mato Grosso Sul. O local escolhido foi a Praça Ary Coelho, localizada no centro da capital, onde uma diversidade alimentos, debates e atividades culturais impulsionaram o principal objetivo do evento: dialogar com a população sobre a produção de alimentos saudáveis dos assentamentos e acampamentos, além de denunciar o modelo produtivo do capital.


Cerca de 130 feirantes, trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra, se dividiram em 55 barracas, que foram distribuídas pela Praça. Durante os três dias de atividades, a coordenação da Feira contabilizou a participação de mais de 18 mil pessoas e a venda de 70% dos alimentos expostos.

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Feliz com o resultado, José Batista, do setor de produção do MST no estado, diz que a Feira foi um dos melhores eventos do ano, não apenas pela comercialização da produção, mas também pelo fato de ter conseguido estabelecer um diálogo com a população acerca da alimentação saudável e da Reforma Agrária Popular.


“Não há sombra de dúvidas de que estamos felizes com os resultados desta primeira iniciativa e desde já, salientamos, que nos próximos anos continuaremos trazendo para centro da capital sul-mato-grossense o melhor da produção coletiva de nossos assentamentos e acampamentos”, destaca Batista.


Cultura e culinária


O MST avalia também, que os saldos da Feira são reflexos de um processo amplo de valorização da cultura popular, tendo em vista, que a arte e a cultura, duas dimensões da luta pela terra, estiveram presentes durante toda atividade com a participação de grupos de teatro, grupos musicais e danças típicas.


Essa mistura, mostrou que não existe separação entre a produção de alimentos saudáveis e a cultura popular, pois ambos são instrumentos permanentes de formação e fortalecimento do projeto de Reforma Agrária defendido pelo Movimento, que se caracteriza pela valorização da arte e cultura popular.


Ainda nesse sentido, um espaço que garantiu a participação massiva da população foi a “Culinária da Terra”, que reuniu pratos típicos do estado, como o arroz carreteiro, a famosa galinhada e o porco no tacho e na cerveja.


Territórios e produção


Márcia Barille, também do setor de produção, acredita que o evento levou para o centro da cidade uma riqueza produtiva grande, apontando o verdadeiro sentido da Reforma Agrária Popular.
 

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“A nossa Feira, não é apenas um espaço de comercialização, mas sim um espaço de diálogo com a sociedade sobre os frutos e as conquistas do povo. Essas conquistas tem haver com o processo de luta permanente em defesa de nossos territórios, mas também, de valorização de todos os aspectos que nos constitui enquanto povo, enquanto classe”, alega.


Com a estimativa de que a realização dessa primeira edição da Feira vai consolidar várias outras nos próximos anos, a direção do Movimento no estado, já convoca toda população para participar das feiras nos municípios e regiões onde existem assentamentos e acampamentos.

 

 

*Editado por Rafael Soriano