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Por Catiana de Medeiros
Da Página do MST
Fotos: Sabrina Cerqueira

 

O MST e a Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul (Coceargs) realizam, no próximo sábado (18), um ato político no município de Hulha Negra, na região da Campanha gaúcha, para comemorar a construção de 22 unidades habitacionais. A atividade começa às 10h30, no ginásio de esportes Paulo Freire do Assentamento Conquista da Fronteira.


O ato vai celebrar a conquista das famílias Sem Terra que estão com as obras de suas casas em fase de conclusão em dez assentamentos da Reforma Agrária — Estância do Fundo, Vitória São João, Santa Fé, Santa Lúcia, São Pedro, Madrugada, Conquista da Fronteira, Boa Amizade, Nova União e Santa Elmira —, todos localizados nos municípios de Hulha Negra e Candiota.


As obras começaram a ser executadas em maio de 2016 por meio do Programa Nacional de Habitação Rural (PNRH), vinculado ao Minha Casa Minha Vida, e foram financiadas pela Caixa Econômica Federal. Cada unidade habitacional teve um investimento de R$ 38 mil. A Coceargs é a entidade organizadora das obras e deu o suporte técnico necessário para que as famílias pudessem construir suas casas.


“Para a Coceargs e as famílias Sem Terra, neste momento de crise e de retirada de direitos, construir uma casa representa uma grande conquista, que é fruto de um processo de lutas pela efetivação da Reforma Agrária Popular”, explica o coordenador do Setor de Habitação da Coceargs, Sidnei Santos.


Ele acrescenta que há 171 projetos protocolados no Ministério das Cidades para atender os municípios de Hulha Negra, Candiota e Aceguá, todos na Campanha. “Há um déficit muito grande nas áreas de assentamentos. São mais de mil famílias assentadas na região e há demanda muito grande para reforma e construção de moradias”, argumenta.

 

As casas que estão sendo construídas possuem 52,4 m², para dois dormitórios, e 52,8 m², para três dormitórios. Os projetos contam com sala e cozinha conjugada, banheiro e área de serviço, além de garantia de acessibilidade, construção de fossas sépticas e tratamento do esgoto sanitário. No processo de execução das obras, que é feito por meio de construção assistida, os beneficiários têm envolvimento integral e autonomia para tomar decisões. Por exemplo, eles podem contratar pedreiros de sua confiança e construir as moradias de acordo com suas preferências pessoais.


Os beneficiários recebem também acompanhamento social para realizar uma série de atividades voltadas ao saneamento básico, reflorestamento, preparação de remédios fitoterápicos e implantação de hortas, entre outras.

 

*Editado por Leonardo Fernandes