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Por Luiz Fernando
Da Página do MST

 

Foram três dias de feira, onde cerca de 150 famílias de trabalhadores rurais Sem Terra comercializaram aproximadamente 65 toneladas de alimentos produzidos em assentamentos e acampamentos de Reforma Agrária. O movimento apostou na feira como uma oportunidade de dialogar com a população sobre a importância da Reforma Agrária Popular e a produção de alimentos saudáveis.


Os consumidores da grande Aracaju tiveram a oportunidade de levar para suas casas uma imensa variedade de frutas, verduras, hortaliças, fitoterápicos, artesanatos, além da culinária da terra, onde puderam degustar os sabores da culinária típica sergipana. Quem transitava pela feira também teve a oportunidade de conhecer a Tenda Paulo Freire, espaço de diálogo sobre as práticas em Saúde, além da massoterapia, benzeção, rodas de diálogos, reik, entre outras.


Além da comercialização de alimentos, as noites foram dedicadas a atrações culturais que subiram ao palco para animar e abrilhantar as noites dos consumidores e feirantes. Foram eles: Ivan Siqueira, Café Sexy, Giló e Chiko Queiroga e Antônio Rogério, Lari Lima, Caducha, André Lucas, Banda Manifestação e Tatua, o mensageiro do forró.


Manoel Antônio, coordenador estadual do MST e membro do Setor de Produção, destacou a importância da divulgação da produção da Reforma Agrária e a possibilidade de comercialização direta com o consumidor. “A feira teve como objetivo principal a divulgação da nossa produção e como organizamos o nosso sistema agrário, através de policultivos. Foi fundamental a possibilidade de venda da produção dos assentados diretamente para o consumidor”, afirmou.

 

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O Secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal, parabenizou o movimento pela iniciativa e destacou a importância da Reforma Agrária para a agricultura sergipana. “A feira é um exemplo. Sabemos da força que a Reforma Agrária tem em Sergipe. Proporcionalmente, Sergipe tem o maior número de famílias assentadas e acampadas no Brasil. Então aqui nós vemos a coisa mais importante da Reforma Agrária que é a luta por terra, por qualidade de vida, e também pela produção. E a sociedade reconhece essa produção de alimentos como fundamental. Aqui está a riqueza do campo e é fundamental para a manutenção do movimento social e para mostrar a força da Reforma Agrária para a sociedade sergipana”, disse o secretário.


A feira buscou mostrar à sociedade uma produção de alimentos que representa a luta pela Reforma Agrária, uma luta histórica do povo. Mostrando que é possível um outro tipo de produção e de projeto para o campo. O alimento saudável substitui o latifúndio e o agrotóxico, que sustentam o agronegócio.

 

*Editado por Leonardo Fernandes