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Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST

 

Cerca de mil trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra de dez regiões do estado da Bahia ocuparam na manhã desta segunda-feira (16) o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Também em Ponto Novo, no Norte baiano, 450 famílias ligadas ao MST e ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam a sede do sítio Barreira, cuja área possui mais de 2 mil hectares.


As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que mobiliza milhares de famílias Sem Terra em todo Brasil. Na Bahia, o MST reivindica uma pauta antiga junto ao Incra, que vai desde o processo de desapropriação de áreas históricas à garantia de direitos básicos nos assentamentos, como estradas, crédito para produção e assistência técnica.


Além disso, as ocupações exigem a realização de uma reunião entre o presidente nacional do Incra e o governo do estado para garantir o cumprimento de dois acordos. O primeiro foi feito em 2011, com foco na desapropriação de áreas de celulose para Reforma Agrária; e o segundo em 2007, que visa também o processo de obtenções de terras localizadas as margens de perímetros irrigados.

 

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Fazenda em Ponto Novo é ocupada pelo MST.

Nesse sentido, os trabalhadores repudiam as ações golpistas do governo Temer. que visam realizar cortes nas demandas voltadas à Reforma Agrária. “Isso gera uma grande paralisação de vários processos que são essenciais para o fortalecimento da produção, educação, saúde e desapropriação de áreas improdutivas”, afirma Evanildo Costa, da Direção Nacional do MST.


As medidas visam cortar gastos do governo federal com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que tem investido na escolarização de trabalhadores, e em demandas fundamentais para realização da Reforma Agrária, como o processo de desapropriação, créditos para produção, reformas e irrigação.


“Sem essas conquistas históricas, Temer quer travar imediatamente tudo que as famílias conquistaram até hoje. Nossa jornada de lutas denuncia essas ações antipopulares e pauta a retomada dessa discussão junto com a sociedade baiana”, explica Costa.

 

*Editado por Leonardo Fernandes