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Da Página do MST

 

Desde horas da manhã desta terça-feira (19), mais de 500 famílias do Acampamento Olga Benário, município de Fortaleza do Tabocão/TO, que ocuparam e residem desde Abril de 2017 na Fazenda Santa Barbara de propriedade da União, ocupam um trecho da BR 153 (Belém-Brasília), para protestar contra uma ameaça de despejo forçado.


O MST fez várias movimentações e a Defensoria pública da união, MPF e Comissão de Direitos Humanos da OAB protocolaram vários recursos na Justiça Federal pedindo a suspensão da liminar e o Juiz Federal manteve a decisão de desocupação do imóvel.


As famílias temem pela violência da polícia que já confirmou que se houver resistência irão usar a força policial.


Trabalhadores Sem Terra da região denunciam que o Incra e a Ouvidoria Agrária regional tem se mantido em total inoperância e descaso com a situação das famílias que estão na área e não apresentou nenhuma proposta e solução para esta problemática. Nenhum órgão do governo municipal, estadual ou federal apresentou alguma proposta de solução, alternativa ao despejo.

 

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Assentamento Olga Benário

As famílias decidiram que irão resistir ao despejo e a situação pode se agravar, visto o aumento considerável da violência contra trabalhadores camponeses na região nos últimos anos, tendo havido registros de espancamentos, prisões arbitrárias e assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra.


O MST exige do Incra a destinação destas terras para a Reforma Agrária e que seja criado um projeto de assentamento para contemplar as famílias que estão na luta pela terra na região desde 2013.


Trata-se de terras públicas, da União, e devem servir para atender o interesse coletivo e social.


Entendemos que a dignidade da pessoa humana deverá ser preservada e colocada sempre acima dos interesses da propriedade privada da terra.

 

*Editada por Leonardo Fernandes