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Da Página do MST


A quinta-feira (7), Dia da Independência, foi marcado por mais uma edição do Grito dos/as Excluídos/as no Distrito Federal. Organizado por pastorais sociais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), movimentos populares, organizações da sociedade civil e ativistas o momento foi repúdio à retirada de direitos da classe trabalhadora pelo governo golpista de Michel Temer no Brasil.


Segundo Eduardo Zen, da Consulta Popular, a comemoração da independência do país só faz sentido com soberania, desenvolvimento e a garantia de direitos e dignidade para a população. "O povo brasileiro repudia e não reconhece esse governo que está entregando nossas estatais, nossas riquezas nacionais retirando os seus direitos."


Já a Professora de Geografia e História, Katia Garcia, afirma a necessidade de lutar contra a injustiça social instalado no país. "Nós brasileiros não podemos aceitar o que está acontecendo. O meu grito é grito de alma, não podemos permitir que nenhuma pessoas seja excluída dessa sociedade, devemos estar juntos contra toda e qualquer injustiça. Fora Temer!"


Entre uma apresentação cultural e outra, várias organizações fizeram falas, houve intervenções teatrais de denúncia que levaram as pessoas presente no ato a refletirem sobre questões políticas do atual momento.


Luís Claudio Mandela, da Cáritas Brasileira, lembrou que o ato do Grito aconteceu em mais de 3 mil municípios de todo Brasil e que esta 23º edição em tom de unidade tem um sentido muito importante nesse contexto de retirada de direito. "A repactuação das organizações sociais, de esquerda, dos partidos políticos que querem realmente a construção de um Projeto Popular para sociedade é necessária para construir essa unidade. O Grito vem com a perspectiva, nos direitos não se mexe", afirma.


Entre as pautas centrais de reivindicação do Grito estavam a defesa da previdência pública, a anulação da Reforma Trabalhista e o combate às privatizações da Eletrobras e da Petrobras. Nesse sentido, Vanderlucia de Oliveira Simplício, do MST, ressalta que a luta é por soberania e uma vida digna. "Esse governo golpista veio para tomar nossos direitos e não quer que a população do campo e da cidade desperte para fazer luta em defesa destes. Nesse momento, devemos seguir fortes e nos organizar como classe trabalhadora do campo e da cidade.


Além de pedir Fora Temer, os movimentos também defendem uma Reforma Política com efetiva participação popular e são contrários à proposta do chamado Distritão, em análise no Congresso Nacional.


Bruno Pilon, do Movimento de Pequenos Agricultores, comentou que esta é mais uma forma do governo manter o sistema de exclusão perpetuado por mais de 500 anos, cuja população do campo sempre esteve como ator central do processo de exclusão.


"Historicamente os camponeses e camponesas vivem um processo de exploração e exclusão brutal, violento, que nos expulsam de nossas terras, nos proíbem de produzir e comercializar nossos alimentos. Então, estamos aqui para dizer que os camponeses e camponesas, apesar da exclusão do capitalismo, se mantem fortes, firmes em um processo de luta permanente", salientou Pilon.


A concentração para a marcha começõu ás 8h30, em frente ao Museu Nacional, com a presença de artistas locais e uma programação cultural.
Depois a caminhada seguiu pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional, em sentido contrário ao do desfile militar oficial.


Constroem o Grito dos/as Excluídos/as no DF: Cáritas, Pastoral do Migrante, Pastoral do Menor, Pastoral da Criança, Movimento Fé e Política, Comissão de Justiça e Paz da CNBB, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Consulta Popular, MST, MPA, Movimento de Mulheres Camponesas, Via Campesina, CUT, CTB, Sinpro-DF, Marcha Mundial das Mulheres, FNDC, Levante Popular da Juventude, Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos – MTD, MTST, Sindsasc, entre outros.