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Fotos: Willian Vilela 

 

Por Willian Vilela 
Da Página do MST


Entre os dias 8 e 11 de agosto, as mulheres acampadas e assentadas do MST, juntamente com profissionais de saúde dos municípios e regiões de Minas Gerais, realizam a 1° Etapa da Oficina de Vigilância e Promoção à Saúde em áreas de Reforma Agrária.


As oficinas são fruto de uma semente plantada há anos atrás, com a parceria entre o Movimento e a Escola de Saúde Pública do Estado de MG (ESP-MG), advinda de uma pauta de reivindicação do MST ao Governo do Estado de Minas Gerais.


Alessandra Rios de Faria, que faz parte da equipe política do setor pedagógico, “afirma que Missão, é dever de uma escola de Saúde publica, acolher demanda de movimentos sociais e que o MST ensina a pensar saúde de uma maneira muito bonita e muito complexa, neste sentido quando a escola de saúde publica, através do seus profissionais se une com o MST para construir uma proposta de formação, desde então é um avanço para o aprendizado do modo de trabalhar e o modo de se comunicar e se relacionar, a educação popular sempre sustentando todos os espaço e, com isso a escola se fortalece porque ela cumpri a sua missão com esse encontro com as mulheres Sem terra, nós nos formamos como trabalhador e como pessoa, e pensar a educação de uma maneira integral como foi discutido a Saúde”.


O objetivo é contribuir para a formação e o planejamento de ações de vigilância e promoção da saúde a
partir da organização das mulheres e do setor de saúde do MST em diálogo com trabalhadores e trabalhadoras do SUS.


A atividade teve a participação de profissionais da saúde que teve a oportunidade de discutir os temas; diagnostico situacional participativo: trabalho, saúde e ambiente, programa do uso dos agrotóxicos no Brasil, Saneamento ecológico/ambiental e, no ultimo dia fizeram uma visita no Sitio Mangabeiras que foi discutido o saneamento ecológico, a respeito das fossas de evaporação e fazendo um link com as doenças que ocorrem principalmente na área rural quando não se tem o cuidado com o saneamento ecológico, sendo que a água das fossas possa estar contaminada e varias outras doenças que isso pode estar gerando, também puderam conhecer a construção de Adobe na propriedade e a parte da Agro florestal, que foi explicado como tem sido a produção.


E, por ultimo, conheceram o galinheiro e o chiqueiro móvel, que é uma outra perspectiva de construção dos chiqueiros para estar ocupando populacionalmente a área e acabando com as baquearas e também utilizando os dejetos para fazer a com postagem.


O modelo do agronegócio, com a inserção de novas tecnologias, visando a produção extensiva de commodities agrícolas, envolvendo o uso intensivo de agrotóxicos, produz e reproduz a incidência de doenças tanto nos trabalhadores e trabalhadoras rurais quanto nos consumidores finais. No sentido oposto, a Reforma Agrária e a Agricultura camponesa produzem alimentos saudáveis, constroem novas relações de vida e saúde no campo e na cidade.


Ludmila Bandeira, dirigente estadual do Setor de Saúde e assentada no Assentamento Estrela do Norte, disse que “a realização da oficina é importante para aproximar os profissionais de saúde dos municípios em que temos áreas de reforma agrária ao coletivo estadual de saúde do MST, na perspectiva de dialogar que a saúde é a produção de alimentos saudáveis sem veneno, é lutar pela Reforma Agrária e resgatar práticas de saúde alternativas ao modelo convencional.”