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Foto de capa: Felipe Iruatã / Mídia Ninja

 

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST


Após uma manhã de protestos, com trancamento de BRs, pontes e avenidas em toda Bahia, cerca de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras, se reuniram na tarde desta última sexta-feira (30), no Campo Grande, centro de Salvador, e saíram em marcha pela Avenida Sete de Setembro contra as medidas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).


Batucadas, gritos de ordem, intervenções artísticas, faixas e cartazes se tornaram instrumentos de denúncia as reformas trabalhista e previdenciária, que pretendem retirar direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora, destacou as centrais sindicais e os movimentos sociais.


Lideranças políticas do cenário estadual e nacional participaram do ato e manifestaram-se a favor das paralisações nacionais e das reivindicações que norteiam o movimento grevista por todo país, principalmente, no que diz respeito a saída do presidente Michel Temer do poder.


Retrocessos


O MST avalia que depois de décadas de esforço para combater o trabalho análogo à escravidão, as novas regras propostas com a reforma trabalhista do governo Temer modificam à remuneração, a jornada de trabalho, entre outros pontos.


Exemplo disso, é o aumento da extensão da jornada de trabalho para 12 horas diárias. Segundo a PL 6442/2016, que tem forte apoio da bancada ruralista no Congresso, essa regra só poderá ser revogada caso o trabalhador tenha “necessidade imperiosa ou em face de motivo de força maior, causas acidentais, ou ainda para atender a realização ou conclusão de serviços inadiáveis, ou cuja inexecução possa acarretar prejuízos manifestos”, diz o texto.


Diante de tais retrocessos, os soteropolitanos possuem um motivo a mais para ocupar as ruas, tendo em vista que o atual prefeito da cidade, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), o ACM Neto, tem apoiado publicamente os desmandos do governo Temer. Inclusive, ameaçou cortar ponto de servidores que aderirem à Greve Geral.


Na nota divulgada um dia antes da paralisação foi destacado que os servidores que faltarem sem justificativa terão os pontos cortados. No documento, a prefeitura afirma também que de acordo com a Secretaria Municipal de Gestão (Semge), cada caso de ausência, se houver, “será avaliado individualmente, inclusive levando em conta uma eventual paralisação de ônibus”.


As lutas continuam


A Greve Geral foi avaliada com sucesso pelas lideranças sindicais, movimentos e organizações do campo e da cidade, que aderiram à paralisação e fizeram luta contra o avanço do conservadorismo e perca de direitos.


Mas, as mobilizações continuam. Neste domingo, 02 de julho, data em que se comemora a “Independência da Bahia”, novas atividades com cunho cultural e de denúncia estão previstas.