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Da Página do MST 


Depois de paralisarem a rodovia Anhanguera por cerca de 40 minutos, como parte das atividades da Greve Geral que acontece hoje nesta sexta-feira (30) em todo o país, cerca de 150 integrantes do MST e da Frente Brasil Popular ocuparam a fazenda de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para denunciar seu enriquecimento ilícito e a forma como políticos corruptos agem, dilapidando o Estado e favorecendo as empresas.  


Quem é Wagner Gonçalves?

Wagner Gonçalves Rossi filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no início da década de 1980, elegendo-se deputado estadual e deputado federal por diversas vezes. Afilhado de Michel Temer, ocupou inúmeros cargos públicos; como Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Secretário de Transportes; presidiu a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e a Companhia Nacional de Abastecimento, chegando ao Ministério da Agricultura durante o primeiro governo de Dilma Rousseff. 

 

Por onde passou, Wagner Rossi deixou rastros de corrupção. À frente da CODESP, estatal que cuida da administração do Porto de Santos (o maior do país), operou, entre outros, a exploração do corredor de exportação para um grupo de empresas sem licitação, no terminal de Conceiçãozinha, assegurando propina para seu padrinho Michel Temer, que o indicou ao cargo. Como presidente da Conab, doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa.


Recentemente, citado por delação da JBS, Wagner Rossi aparece como beneficiário do esquema de corrupção. Ricardo Saud, o “homem da mala da JBS”, foi o assessor de Wagner Rossi, quando esteve a frente do MAPA. O então ministro foi demitido em 2011, depois de acusado de corrupção e favorecimento da empresa Ouro Fino, na região de Ribeirão Preto, que tinha Saud como sócio e que aumentou seu faturamento em 81% com Rossi no MAPA. Segundo os irmãos Batista, donos da JBS, Wagner Rossi recebia mesada de R$ 100 mil, a pedido de Temer.   

 

“É assim que esses políticos agem – afirma a direção do MST – saqueiam o Estado, transferem a riqueza pública para as empresas e depois dizem que o Estado está quebrado e que é preciso cortar gastos. Cortam onde? Nos direitos dos trabalhadores. E individualmente, esses políticos, como Wagner Rossi, os operadores desse mecanismo, saem ricos e impunes da história”.    

 

Ao sair da fazenda de Rossi, MST e FBP fazem manifestação na Prefeitura de Ribeirão Preto, para denunciar Duarte Nogueira, prefeito do município pelo PSDB, um dos operadores do escândalo de corrupção da merenda escolar, que envolve também o deputado estadual Baleia Rossi, filho de Wagner Rossi. Duarte Nogueira recebeu cerca de R$ 650 mil em caixa dois da Odebrecht para sua campanha no ano de 2014.

 

“Seguiremos em mobilização junto com toda a classe trabalhadora, neste que é o Dia da Greve Geral e da luta por direitos”, afirmou a direção do MST.