Por Juliana Adriano
Da Página do MST

 

O lançamento do livro Arte no Campo: Perspectivas políticas e desafios, realizado na última sexta feira (23), marcou o encerramento do ciclo da especialização em Arte no Campo, fruto da parceria entre Movimento Sem Terra, Universidade do Estado de Santa Catarina e INCRA.


 

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A atividade iniciou com a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, tendo por tema 'A questão agrária em tempos de golpe', o debate sobre as implicações das medidas do atual governo, a demanda do enfrentamento e envolvimento da universidade.


Da especialização em Arte no Campo participaram educandos dos três estados do sul (SC, PR, RS), entre eles, educadores de áreas de assentamentos e acampamentos, estudantes de cursos de artes e militantes do setor de cultura do MST. Este curso aconteceu por etapas, dividas entre Tempo Comunidade e Tempo Escola, onde o grupo teve contato com mestres da cultura popular, aulas, debates, vivências.


O curso produziu diversos frutos, entre eles, o seminário com a temática Arte no Campo; um curso voltado para a formação de agentes culturais jovens para atuarem em áreas de assentamentos e acampamentos de SC; e o livro “Arte no Campo: Perspectivas e Desafios”.


O livro reúne palestras de especialistas, proferidas em seminário realizado pelo curso, dirigentes nacionais do MST, educadores e educandos do curso. A coordenadora pela UDESC, Márcia Pompeo, afirmou que o “resultado expressa o processo vivo, diverso, desafiante que foi esta parceria entre universidade e movimentos sociais”. 


Para Révero Ribeiro, do Setor de Cultura do MST, 'a demanda do movimento é que todo Sem Terra tenha acesso a todo conhecimento, o que justifica a demanda de uma graduação em Arte no Campo'.

 

*Editado por Leonardo Fernandes