Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST
Fotos: Marina Sena

 

Durante o Ato Político de abertura da 3º Feira Estadual da Reforma Agrária, realizado na noite desta quinta-feira (8), na Praça da Piedade, em Salvador, foi apontado a necessidade de avançar na luta pela Reforma Agrária Popular e retomar a democracia no Brasil.


“Num cenário de golpe e de ascenso das lutas de massa, nossa tarefa é ocupar as ruas e pautar a retomada do projeto democrático de direito”, explicou Cedro Silva, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT – BA).


A partir dessas reflexões, o MST foi apontado como um dos principais instrumentos de luta da esquerda brasileira, por ter avançado politicamente em dois pontos: na articulação e construção da unidade entre os Movimentos e Organizações populares do campo e da cidade; e no campo da luta, resistência e enfrentamento a concentração de direitos.


O ato político contou com a participação de diversas representações institucionais da Bahia e de partidos políticos de esquerda, que têm se alinhado na luta dentro do Estado com o enfrentamento as desigualdades sociais.


Renata Rossi, da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), falou da importância estratégica da Reforma Agrária para garantir desenvolvimento rural e organização da classe trabalhadora no campo da luta.


Com foco na participação das mulheres, ela destacou que todo processo produtivo e de resistência às investidas capitalistas no campo possuem o protagonismo feminino em sua centralidade e que isso não pode passar desapercebido do atual momento político que vive o país.


Por outro lado, Cedro disse que a luta pela terra é uma luta mundial e que inspira toda classe trabalhadora. “Na Bahia, o MST tem protagonizado muitas destas questões, sem perder de vista a teoria da organização das massas e a Feira da Reforma Agrária é um exemplo disso”.


Nesse sentido, Renata destacou que a teoria da organização puxada pelo Movimento é a mesma que impulsiona as marchas e ocupações em todo estado pelas “Diretas Já” e por “Fora, Temer”, que no atual momento, têm se acirrado.


Para a direção do Movimento, essas questões fazem parte da construção da Feira, que possui como objetivo ampliar o diálogo com a população soteropolitana.

 

 

*Editado por Rafael Soriano