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Por: Coletivo Estadual da Juventude


Entre os dias 24 e 30 de abril, na Escola Latino-americana de Agroecologia (ELLA), localizada no Assentamento Contestado, no município paranaense da Lapa, foi realizada a I Escola Estadual de Agitação e Propaganda “Carlos Marighella”. Estiveram reunidos cerca de 100 jovens do MST, Levante Popular da Juventude e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).


A escola Carlos Marighella foi construída com o objetivo de contribuir com a formação de militantes e dirigentes para coordenar e atuar nas brigadas de agitação e propaganda em suas regiões e nos períodos de mobilização. Além de possibilitar um aprofundamento teórico sobre a história e conceitos da agitação e propaganda.


O curso busca aprofundar o treinamento prático das linguagens mais utilizadas, como o teatro, música e artes visuais. Portanto, como fruto deste processo, espera-se que essa atividade contribua para fortalecer a brigada de agitprop entre as diversas organizações populares no estado.

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Atualmente, o país vive um período de golpe, de perda de direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras e de um conjunto de medidas que atacam diretamente as camadas trabalhadoras de nosso país. As mobilizações do último período, principalmente a greve geral de 28 de abril, já confirmam a grande insatisfação popular frente às medidas do governo golpista. Esse momento histórico exige a capacidade de renovação do método de trabalho de base, a construção de um processo de lutas que eduque as massas, que contribua na formação da consciência política e de classe, de modo a consolidarmos um projeto unitário dos trabalhadores para enfrentar e derrubar as investidas golpistas, e o agitprop pode contribuir muito nesse processo.


“Essa escola conseguir reunir tanta gente para discutir a agitação e propaganda, estudá-la e prepará-la com qualidade e com tempo. Isso é algo exemplar, valoroso, que temos que buscar consolidar”, afirma um militante do Levante Popular da Juventude que participou da atividade.


Esta importante iniciativa não surge isolada, mas faz parte de um longo trabalho e esforço das organizações de entender o processo histórico que estamos vivendo e consolidar novos métodos de trabalho de base, capazes de massificar os movimentos de luta em enfrentamento ao capital internacional e uma burguesia nacional entreguista.


“Estamos vivendo um momento na conjuntura que configura um desmonte radical dos direitos da classe trabalhadora. A agitação e propaganda não é uma tarefa somente da juventude, mas ela toma para si a responsabilidade e a assume como uma tarefa prioritária dentro da organização. No entanto, ela precisa ser assumida pelo conjunto de todas as organizações, de modo a contribuir na mudança da forma de luta e trabalho de base”, afirma um jovem do MST, que participou da construção do curso.

 

*Editado por Leonardo Fernandes