Por Leonardo Fernandes
Da Página do MST

 

Serão mais de 250 toneladas de alimentos oferecidos à população de São Paulo durante os quatro dias da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária. Além dos alimentos in natura, da culinária da terra, a feira conta ainda com espaços de debate, uma feira literária e muita arte.

Ao longo da programação da Feira, uma diversidade de atrações musicais e teatrais devem envolver o público de São Paulo  em um grande festival de arte e cultura.

“Temos a cultura como uma necessidade humana, que não está descolada da forma se produzir a vida nos assentamentos. Por isto teremos, na feira, articuladas a produção material e cultural”, afirmou Carla Loop, da coordenação do evento.

Já no primeiro dia de Feira, a Cia Canina de Teatro de Rua e Sem Dono apresenta a peça 'O vendedor de verdades'. Na tarde da sexta-feira será a vez da Trupe Lona Preta com a peça 'O concerto da lona preta'. O domingo terá teatro para crianças e adultos. Às 14 horas, 'Uma jornada de João e Maria' será apresentada pela Cia. Nóis na Mala. E logo depois, às 15 horas, a Trupe Olho da Rua apresenta a peça 'Blitz: o império que nunca dorme'.

O festival de músicas se divide entre dois palcos: no ‘Culinária da Terra, artistas regionais, como Slam da Guilhermina, com seu rap e poesia, que se apresenta logo no primeiro dia; a viola de Katya Teixeira; e o samba reggae do Bat Macumba. Já no palco ‘Arena’ se apresentam artistas reconhecidos nacional e internacionalmente, como Liniker e os Caramelows, Tulipa Ruiz, Tico Santa Cruz, Emicida e Chico César.

“Eu acho que os artistas potencializam a voz destes movimentos populares são muito importantes e precisam ser ouvidos, não só pela sociedade, mas pelos governantes”, declarou Tico Santa Cruz, que se apresenta às 16 horas da sexta-feira (5).


Tulipa Ruiz se apresenta na tarde do sábado (6). Segundo ela, participar da feira é posicionar-se politicamente sobre um tema de alta relevância: a alimentação saudável. “A classe artística sempre teve um papel relevante, o problema é assumir esse papel, principalmente no atual contexto político que é regido pela polarização. Eu me impacto como artista-cidadã e acredito que o envolvimento da classe artística fortalece a urgência de reflexão e contestação do momento político que a gente está vivendo”.


Confira a programação completa da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária

 

 

*Editado por Gustavo Marinho