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Trancamento de rodovia no Rio Grande do Sul. Após ação truculenta do Batalhão do Choque da Brigada Militar, que lançou bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes.

 

Da Página do MST 


Uma movimentação de proporções nunca vistas antes toma todo o território nacional nesta sexta-feira (28), com centenas de categorias de braços cruzados nos 26 estados e no Distrito Federal dispostas a barrar as reformas previdenciária, trabalhista e a terceirização. Na Greve Geral , convocada por todas as centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, acontecem marchas, piquetes, bloqueios de rodovias e atos culturais.


No meio rural e também em algumas cidades, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou intensamente sua base nesta sexta-feira (28). 


Foram realizados bloqueios de rodovias pelos trabalhadores rurais e marchas nos seguintes estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Pernambuco, Pará, Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraná, Piauí, Bahia, Tocantins, Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina e Goiás.
No Maranhão, o Movimento bloqueou todas as entradas de acesso à capital São Luís e ao Porto de Itaqui.

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Trabalhadores de Alagoas bloquearam 11 pontos de rodovias. Em Pernambuco, foram 34 bloqueios. Nos diversos outros estados, o MST se somou a ações da Frente Brasil Popular, com marchas massivas, como a que levou 50 mil trabalhadores às ruas de Fortaleza esta manhã.


“Hoje a classe trabalhadora mostrou sua força perante o capital e esse governo ilegítimo, que é possível sim barrar essas reformas e não só barrar, mas exigir uma agenda que contemple as necessidades do povo no campo e na cidade”, alega José Roberto Silva, da direção nacional do MST.


Ele continua: “muito bom ver a população saindo as ruas, vindo apoiar essa greve geral. A saída daqui pra frente é a unidade, as ruas, a luta dos trabalhadores.”


Na avaliação dos coordenadores do MST, esse é um ponto de virada que pode levar a uma nova correlação de forças entre os interesses do capital e do trabalho. Parte da população que apoiou o golpe já começa a se dar conta que foram, ao mesmo tempo, algozes e vítimas das perdas dos direitos sociais consolidados por séculos de luta. Marina dos Santos, também da direção do MST, faz uma avaliação positiva do dia de lutas.


“Nesse 28 de abril, o Brasil acordou em clima de Greve Geral. Nem a grande mídia consegue esconder a indignação organizada da classe trabalhadora contra o governo golpista de Temer e suas medidas frutos também do golpismo. É uma grande demonstração de forças e, se seguirmos assim, podemos barrar essas reformas e derrubar esse governo ilegítimo. Fora Temer! Nenhum direito a menos! Viva essa grande mobilização!"

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A repercussão deste dia de ações de Greve Geral atingiu proporções internacionais. A hashtag #BrasilEmGreve se posicionou em primeiro lugar dos assuntos mais falados na rede social Twitter em todo o globo, desde as primeiras horas desta sexta-feira. Pronunciamentos de solidariedade chegaram de diferentes partes da América Latina, como Nicarágua, Panamá, Venezuela, Cuba e outros.