Da Página do MST 

 

Na manhã do último domingo, 23 de abril de 2017, o massacre anunciado teve mais uma cena deplorável. Dez homens armados cercaram uma família na frente da Fazenda Norte América, município de Capitão Enéas, Norte de Minas Gerais. Conforma o relato da família, os pistoleiros da fazenda impediram a família de passar na estrada e ameaçaram alguns Sem Terras do acampamento Alvimar Ribeiro.

Os pistoleiros tem disparado tiros de arma de fogo e soltado foguetes na divisa do acampamento, ameaçando o povo e anunciando uma emboscada.


A violência no campo aumentou em 2016 e no início de 2017. No ano passado foram assassinados 61 trabalhadores. Agora uma nova chacina no Mato Grosso com pelo menos 10 mortos. Diante dos últimos acontecidos no Brasil percebemos que os mecanismos de justiça, de garantia dos direitos e segurança, em quase todas as chacinas, massacres e assassinatos nos conflitos agrários, não são levados a tempo. O que sobra são as injustiças e o sangue dos trabalhadores que jorram a mando ou pelas próprias mãos dos latifundiários e dos barões do agronegócio.


Em nota recente a sociedade rural e o sindicato rural de Montes Claros colocam seus interesses acima da vida das pessoas. Estas entidades da classe das oligarquias rurais defendem não só o latifúndio, mas o latifúndio violento, devastador da natureza, o latifúndio das armas e das balas. Os ruralistas querem encobrir a concentração de riqueza, a lavagem de dinheiro, a grilagem e os assassinatos. Além dos esquemas, como aqueles deflagrados na recente operação da “carne fraca”.


A nós resta o choro o sangue e o medo. Mas que deixemos bem claro nós não iremos embora! Hoje a posse de parte do imóvel pertence as famílias do MST. Através de um contrato feito entre Incra, e as partes do processo. E foi corroborado pelo TJMG dias atrás que suspendeu o processo de reintegração de posse.

 

REFORMA AGRÁRIA JÁ!
Norte de Minas, 23 de abril de 2017
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Comissão Pastoral da Terra